Obama adverte que está preparando sanções contra a Rússia

Por iG São Paulo |

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Presidente americano afirma que Rússia está "do lado errado da história" e avisa Moscou sobre série de sanções econômicas

AP
Obama responde a pergunta de jornalista sobre Ucrânia


O presidente americano Barack Obama disse a repórteres, nesta segunda (3), que está cogitando opções econômicas e diplomáticas para isolar a Rússia. Obama convocou o Congresso para trabalhar em um pacote de ajuda à Ucrânia. Os Estados Unidos afirmaram ter, uma ampla gama de opções para agir contra a Rússia caso as tensões sobre a Ucrânia aumentem.

"Ao longo do tempo isso será custoso para a Rússia. E agora é o momento para eles considerarem se podem cumprir seus interesses através da diplomacia e não pela força", disse Obama.

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Comboio de caminhões brancos com ajuda humanitária deixa Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia (12/08). Foto: APManifestante ao lado de transeuntes na Praça da Independência em Kiev (9/08). Foto: ReutersManifestante segura coquetel molotov enquanto tenta impedir que trabalhadores municipais e voluntários limpem barricadas em Kiev (9/08). Foto: ReutersMembro de equipe antibomba inspeciona cratera com os restos de um projétil depois de uma noite de combates em Donetsk, Ucrânia (6/08). Foto: APMulher deixa prédio danificado por suposto bombardeio levando seus pertences na área central de Donetsk, Ucrânia (29/07). Foto: ReutersRebeldes pró-Rússia em um tanque com a bandeira da Rússia em uma estrada a leste de Donetsk, Ucrânia (21/07). Foto: APPrimeiro-ministro ucraniano Arseniy Yatsenyuk, à dir., conversa com um oficial durante inspecção ao Exército fora da cidade de Slovyansk, Ucrânia (16/07). Foto: APPremiê ucraniano, Arseniy Yatsenyuk (E), cumprimenta soldado ao inspecionar tropas em Slovyansk, leste da Ucrânia (16/07). Foto: APMulher chora perto de prédio que desmoronou após ataque aéreo em Snizhne, a 100 km a leste da cidade de Donetsk, no leste da Ucrânia (15/07). Foto: APCombatente da República Popular de Donetsk se despede de sua família, que deixa essa cidade no leste da Ucrânia para refugiar-se na Rússia (14/07). Foto: APCombatentes separatistas pró-russos esperam atrás de sacos de areia em posto de controle em Donetsk, Ucrânia (10/07). Foto: ReutersMilitares ucranianos perto das armas apreendidas de separatistas pró-russos perto Slaviansk, Ucrânia (8/07). Foto: ReutersMilitante mascarado pró-Rússia organiza o trânsito em posto de controle após ataque das tropas ucranianas em Slovyansk (24/4). Foto: APAtiradores mascarados pró-Rússia guardam entrada de escritório regional ucraniano do Serviço de Segurança em Luhansk com bandeira russa ao fundo (21/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional capturado em Donetsk. Cartaz diz: 'EUA, tirem as mãos do leste da Ucrânia' (19/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia olha para o lado de fora de janela em prédio da administração regional de Donetsk, Ucrânia (18/4). Foto: APAtirador pró-Rússia abre caminho para veículo de combate com homens armados em seu topo em Slovyansk, Ucrânia (16/4). Foto: APAtivista mascarado pró-Rússia guarda barricada em prédio da administração regional em Donetsk, Ucrânia (15/4). Foto: APAtivista pró-Rússia é visto durante invasão de delegacia na cidade de Horlivka, leste da Ucrânia (14/4). Foto: APAtivistas armados pró-Rússia ocupam a delegacia de polícia no leste da Ucrânia, na cidade de Slaviansk (12/04). Foto: APAtivistas pró-Rússia ocupam delegacia de polícia e constroem uma barricada na cidade ucraniana oriental de Slovyansk (12/04). Foto: APHomens armados não identificados caminham em área perto de unidade militar ucraniana em Simferopol, Crimeia (18/3). Foto: APSoldado armado, provavelmente russo, anda perto de uma base militar ucraniana na aldeia de Perevalnoye (9/3). Foto: ReutersUm homem armado, que se acredita ser um soldado russo, anda perto da base naval ucraniana na Crimeia, no porto de Yevpatory (8/3). Foto: ReutersMarinheiro observa navio inativo Ochakov, que foi afundado por tropas russas e bloqueou o tráfego de cinco embarcações ucranianas em Myrnyi, oeste da Crimeia, Ucrânia (6/3). Foto: APCriança brinca perto de soldado russo (D) enquanto soldados ucranianos observam do outro lado do portão de base em Perevalne, Crimeia (4/3). Foto: APSoldado pró-Rússia bloqueia base naval na vila de Novoozerne, Crimeia, na Ucrânia (3/3). Foto: APGrupo de homens armados sem emblemas em uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APComboio russo se move de Sevastopol para Sinferopol na Crimeia, Ucrânia (2/3). Foto: APHomem com uniforme sem identificação monta guarda enquanto tropas tomam controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, em Sevastopol (Crimeia), na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda em Balaklava, nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Península da Crimeia (1/3)
. Foto: APEmblema em veículo e placas de outros carros indicam que tropas são do Exército russo (1/3). Foto: APHomens armados não identificados e vestidos com uniformes de camuflagem bloqueiam a entrada do prédio do Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomens armados não identificados bloqueiam entrada de Parlamento da Crimeia em Simferopol, Ucrânia (1/3). Foto: APHomem armado não identificado com uniforme de camuflagem bloqueia estrada que leva a aeroporto militar em Sevastopol, na Crimeia. Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda durante tomada de controle de escritórios da Guarda Costeira em Balaklava, Crimeia, na Ucrânia (1/3). Foto: APSoldados em uniformes sem identificação montam guarda nos arredores de Sevastopol, na ucraniana Crimeia. Foto: APHomem com uniforme sem identificação patrula aeroporto de Simferopol, na Ucrânia (28/2). Foto: AP

Rússia: Soldados russos ficarão na Ucrânia até normalização da situação política

O presidente americano afirmou ainda que a Rússia está "do lado errado da história" e que a intervenção militar da Rússia na Ucrânia viola a soberania ucraniana e o direito internacional . Ele afirmou também que Moscou já foi alertada de que o governo dos EUA vai buscar uma série de sanções econômicas e diplomáticas para isolar a Rússia. 

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A União Europeia também ameaçou tomar "medidas específicas", a menos que a Rússia recue e abra negociações com o novo governo da Ucrânia.

O presidente russo Vladimir Putin, no entanto, não deu nenhuma indicação de ter considerado  às advertências do Ocidente. Centenas de homens armados cercaram uma base militar ucraniana na Criméia, uma região pró-Rússia. Em Kiev, capital da Ucrânia, o primeiro-ministro Arseniy Yatsenyuk afirmou "estar à beira de um desastre".

Na segunda-feira, ficou claro que a Rússia tem o controle operacional completo da Crimeia. Soldados russos controlam os postos fronteiriços da região, bem como todas as instalações militares no território. Tropas também controlava um terminal de balsas na cidade de Kerch. Isso intensificou os temores em Kiev de que Moscou avançaria pela Ucrânia.

O porta-voz da autoridade de fronteira Sergei Astakhov disse que os russos estavam exigindo que soldados ucranianos e guardas transferissem a lealdade à Rússia.

"Os russos estão se comportando de forma muito agressiva", disse. "Eles estão quebrando tudo e cortando todas as comunicações", disse.

Ele disse que quatro navios militares russos, 13 helicópteros e oito aviões de carga tinham chegado na Crimeia, em violação ao acordo que permitem que a Rússia mantenha sua Frota no Mar Negro. Ela tem uma base na região da Crimeia, mas o envio de forças adicionais à base é limitado.

Ainda que não esteja claro o que o Ocidente pode fazer para que a Rússia volte atrás, aparentemente as armas mais à mão, tanto para os EUA quanto para a União Europeia, são as sanções econômicas. Na segunda-feira, a União Europeia ameaçou congelar a liberação de vistos e negociações de cooperação econômica além de boicotar o encontro do G8, caso Moscou não recue.

De fato, as consequências econômicas para a Rússia já estão sendo sentidas: o mercado de ações caiu cerca de 10% na segunda-feira e a moeda local chegou ao ponto mais baixo em relação ao dólar. Mesmo assim, as consequências econômicas do choque com a Rússia também são caras para a União Europeia. Ela depende do gás natural russo, que é transportado por uma rede de gasodutos que passam inclusive pela Ucrânia.

* Com informações da Reuters e AP 

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