Presidente da Ucrânia e líderes de protesto alcançam trégua após 26 mortes

Por iG São Paulo | - Atualizada às

compartilhe

Tamanho do texto

Lados rivais concordam em começar negociações para pôr fim a banho de sangue, diz nota publicada no site presidencial

O gabinete do contestado presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovych, disse nesta quarta-feira que ele e os líderes do protestos do país chegaram a uma trégua. A breve declaração foi divulgada depois que o líder ucraniano se reuniu com importantes representantes das manifestações, cuja violência na terça deixou ao menos 26 mortos. A declaração não deu detalhes dos termos da trégua ou de como ela será implementada.

Terça: Polícia invade acampamento de manifestantes em Kiev e deixa mortos

AP
Manifestante antigoverno dispara fogos de artifício de arma improvisada durante confrontos com tropa de choque em Kiev, Ucrânia (19/2)

Obama adverte contra violência: Presidente da Ucrânia nomeia novo chefe militar 

A nota publicada no site da presidência afirmou que os lados rivais concordaram em começar "negociações" com o objetivo de pôr fim ao banho de sangue. Eles também concordaram em tentar estabilizar "a situação nos interesses da paz social".

Antes do anúncio da trégua, Yanukovych substituiu seu chefe militar Volodymyr Zamana pelo almirante Yuriy Ilyin, com o Exército afirmando que participaria de uma operação nacional antiterrorista para restaurar a ordem.

A violência desta semana, que atingiu o pior nível em quase três meses de protestos antigoverno que paralisaram a capital do país, Kiev, deixou a Ucrânia sob ameaça de sanções da União Europeia (UE) e dos EUA. No México após desembarcar para uma cúpula internacional, o presidente americano, Barack Obama, advertiu que "haverá consequências" para a violência se as pessoas passarem do limite.

Advertência: União Europeia estuda sanções contra a Ucrânia

Manifestantes antigoverno descansam em barricada no centro de Kiev, Ucrânia (21/2). Foto: APCorpos de manifestantes antigoverno mortos em confrontos com a polícia são vistos na Praça da Independência, em Kiev (20/2). Foto: APAtivistas apagam incêndio em árvore que foi incendiada durante queima de barricadas perto da Praça da Independência, em Kiev, Ucrânia (20/2). Foto: APManifestante ferido é levado de maca a um hospital em Kiev, capital da Ucrânia (20/02). Foto: APAtivistas retiram manifestante ferido em meio a choques com a polícia em Kiev, Ucrânia(20/2). Foto: APManifestantes mostram rosto de vítima morta em confrontos na Praça da Independência, em Kiev, Ucrânia (20/2). Foto: APManifestante antigoverno segura arma de fogo em barricada perto da Praça da Independência, em Kiev, Ucrânia (20/2). Foto: APManifestante antigoverno joga coquetel molotov durante embates com a tropa de choque na Praça da Independência, em Kiev, Ucrânia (19/2). Foto: APManifestante antigoverno dispara fogos de artifício de arma improvisada durante confrontos com tropa de choque em Kiev, Ucrânia (19/2). Foto: APProtestos na Ucrânia geram onda de violência em Kiev, capital do país (19/02). Foto: APManifestante caminha por zona de conflito com a polícia em Kiev, capital ucraniana (19/02). Foto: APCom capacete, manifestante descansa após confronto com policiais na Ucrânia (19/02). Foto: APPadre ortodoxo reza em barricada de manifestantes em Kiev, Ucrânia (19/02) . Foto: APManifestantes e policiais se enfrentam em Kiev, capital da Ucrânia (19/02). Foto: APUcraniana mostra retrato do presidente Viktor Yanukovych durante protestos em frente ao prédio do Parlamento Europeu em Brussels, Ucrânia (19/02). Foto: APMonumentos aos fundadores de Kiev queimam enquanto manifestantes entram em choque com polícia na Praça da Independência, na Ucrânia (18/2). Foto: APManifestantes antigoverno entram em confronto com tropa de choque na Praça da Independência, na Ucrânia (18/2). Foto: APManifestante antigoverno corre durante confrontos com a tropa de choque na Praça da Independência, em Kiev (18/2). Foto: APManifestante antigoverno acaba sendo queimado durante conflito em  frente ao Parlamento da Ucrânia, em Kiev (18/02). Foto: APPolícia de choque é atingida por fogo durante onda de protestos na Ucrânia (18/02) . Foto: APManifestante atira pedra em tropa da polícia na Ucrânia, durante onda de protestos em Kiev (18/02). Foto: APPoliciais e manifestantes se enfrentam durante conflito em Kiev, capital ucraniana (18/02). Foto: APPolicial ajuda colega ferido durante onda de protestos na Ucrânia (18/02). Foto: APManifestante encontra 'cobertura' em meio ao conflito com policiais em Kiev, Ucrânia (18/02). Foto: APManifestante joga coquetel molotov durante manifestações contra o governo em Kiev, Ucrânia (18/2). Foto: APManifestantes antigoverno deixam prefeitura de Kiev (16/2). Foto: APManifestantes ocuparam prefeitura de Kiev por três meses (16/2). Foto: APPartidários da oposição com uniformes militares e segurando bastões como armas fazem fila em frente de prédio do governo em Kiev, Ucrânia (4/2). Foto: APTropa de choque fecha área perto de barricadas que vão até a Praça da Independência, em Kiev (3/2). Foto: APManifestantes protestam contra governo da Ucrânia na capital, Kiev (1/2). Foto: Gleb Garanich/ReutersOpositor olha é visto enquanto se aquece perto de fogo em barricada próxima à Praça da Independência, em Kiev (31/1)
. Foto: APTendas de manifestantes antigoverno são vistas na Praça da Independência em meio a uma temperatura de -19°C no centro de Kiev, Ucrânia. Foto: ReutersManifestante guarda barricadas em frente de tropa de choque em Kiev, Ucrânia (29/1). Foto: APManifestante coloca placas de aço caseiras no peito ao se preparar para sair do Ministério da Agricultura em Kiev, Ucrânia (29/1). Foto: APManifestantes descansam atrás de barricada em frente de tropa de choque em Kiev, Ucrânia (28/1). Foto: APManifestantes montam guarda na entrada do Ministério da Justiça com ícones que encontraram dentro do prédio no centro de Kiev, Ucrânia. Foto: APPadres ortodoxos rezam enquanto ficam entre ativista pró-UE e a polícia no centro de Kiev, Ucrânia (24/1). Foto: APManifestante usa enorme estilingue para lançar coquetel molotov contra a polícia 
em Kiev (23/1). Foto: APManifestantes usam enorme estilingue para jogar pedras contra a polícia no centro de Kiev (23/1). Foto: APManifestante lança fogo de artifício contra a polícia na capital ucraniana (23/1). Foto: APManifestante joga pneus no fogo durante confronto com a polícia no centro de Kiev, Ucrânia (23/1). Foto: APManifestante prepara arremesso de coquetel molotov durante confrontos com a polícia no centro de Kiev, Ucrânia (22/1). Foto: APManifestantes entra em confronto com polícia no centro de Kiev (22/1). Foto: APManifestantes entram em confronto com tropa de choque no centro de Kiev, Ucrânia (22/1). Foto: APManifestante aponta arma durante confrontos com a polícia na capital da Ucrânia (22/1). Foto: APPolícia se prepara para entrar em confronto com manifestantes em Kiev, capital da Ucrânia (22/1)
. Foto: APManifestantes entram em choque com a polícia no centro de Kiev, Ucrânia (22/1). Foto: APPolicial bate em manifestante no centro de Kiev, Ucrânia (22/1). Foto: APPneus ficam em chamas na rua após serem incendiados por manifestantes em Kiev, Ucrânia (22/1)
. Foto: APManifestantes usam fogos de artifício durante choques com a polícia no centro de Kiev, Ucrânia (22/1). Foto: APManifestantes lançam pedras durante confrontos com a polícia no centro de Kiev, Ucrânia (22/1). Foto: APManifestantes usam fogos de artifício durante confrontos com a polícia na Ucrânia (21/1). Foto: APManifestantes usam escudos improvisados para entrar em choque com a polícia em Kiev (21/1). Foto: APManifestantes protegidos com armaduras improvisadas se preparam para brigar com a polícia em Kiev (20/1). Foto: APManifestantes protegidos com armaduras improvisadas se preparam para brigar com a polícia em Kiev (20/1). Foto: AP

Previamente às declarações de Obama, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Barroso, afirmou que a UE tentará alcançar em caráter de urgência a imposição de sanções contra os responsáveis pela violência e pelo uso excessivo da força na Ucrânia.

Os dois lados do conflito ucraniano estão presos em um impasse sobre a identidade dessa nação de 46 milhões de habitantes, cujas lealdades se dividem entre a Rússia e o Ocidente. As manifestações começaram no final de novembro, depois que Yanukovych abriu mão de um acordo há muito tempo esperado com a UE em troca de um pacote de resgate de US$ 15 bilhões da Rússia.

Kremlin: Rússia descreve protestos na Ucrânia como 'tentativa de golpe'

Em uma escalada das tensões, a principal agência de segurança da Ucrânia acusou os manifestantes nesta quarta de confiscar centenas de armas de fogo de seus escritórios e anunciou uma operação nacional antiterrorismo para restaurar a ordem.

Após violência: Ucrânia lança operação antiterrorista

AP
Manifestante antigoverno joga coquetel molotov durante embates com a tropa de choque na Praça da Independência, em Kiev, Ucrânia (19/2)

No início do dia, os manifestantes forçaram sua entrada no principal correio da Praça da Independência, também conhecida como Maidan, depois que um prédio vizinho que eles previamente haviam ocupado foi queimado na terça durante duros embates com a tropa de choque. Milhares de ativistas armados com bombas incendiárias e pedras defenderam a praça, um símbolo-chave dos protestos.

Galeria de fotos: Protestos da Ucrânia parecem uma batalha medieval

O clima ruim está tão forte no país que vem estimando temores de que a nação possa se dirigir para uma tumultuada divisão. Enquanto a maior parte da população nas regiões ocidentais do país se ressentem de Yanukovych, ele tem um forte apoio na regiões majoritariamente de língua russa do sul, onde muitos querem fortes vínculos com a Rússia.

*Com AP e BBC

Leia tudo sobre: ucrâniaprotestos na ucrâniayanukovychuerússia

compartilhe

Tamanho do texto

notícias relacionadas