Após Venezuela e Nicarágua, Bolívia oferece asilo a delator dos EUA

Por iG São Paulo |

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Evo afirma que oferta a Snowden é um protesto contra o bloqueio de seu avião por países europeus nesta semana

O delator dos EUA Edward Snowden, ex-técnico da CIA e ex-funcionário de uma prestadora de serviços da Agência Nacional de Segurança (NSA, na sigla em inglês), tem outro lugar para ir se conseguir chegar lá.

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AP
Presidentes da Bolívia, Evo Morales (E), e da Venezuela, Nicolás Maduro, acenam durante encontro em Cochabamba (4/7)

Incerto: Como Snowden poderia chegar até Caracas?

O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse nesta sábado que Snowden é bem-vindo em seu país. Evo afirmou que fazia a oferta como protesto contra os EUA e os países europeus que acusa de terem bloqueado seu voo proveniente da Rússia sob suspeita de que Snowden tivesse a bordo.

A oferta de Evo se segue à feita pelos presidentes da Venezuela, Nicolás Maduro, e da Nicarágua, Daniel Ortega. Previamente, o líder boliviano havia dito que consideraria conceder asilo a Snowden, mesma posição adotada pelo Equador, que é outro dos países de esquerda da América Latina aliados à Bolívia.

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Evo não especificou se recebeu um requerimento formal de asilo de Snowden, que fugiu dos EUA para Hong Kong em maio, poucas semanas antes da publicação nos jornais Guardian e Washington Post de detalhes fornecidos por ele sobre um programa secreto de vigilância de internet e tráfego de telefone por parte do governo dos EUA.

No limbo: Delator dos EUA desiste de asilo político na Rússia

Após os EUA emitirem um pedido de extradição para Hong Kong, Snowden fugiu para a Rússia, onde está em um limbo legal na zona de trânsito do aeroporto desde sua chegada, em 23 de junho. Washington anulou seu passaporte, e Snowden precisa de asilo político para evitar ser extraditado aos EUA, onde responderá por vazar segredos de inteligência.

Apesar das ofertas de asilo, porém, Snowden enfrenta vários obstáculos para conseguir sair da Rússia - e o principal deles é o poder e a influência dos EUA.

Denúncias pelo vazamento de Snowden:
Monitoramento: EUA mantêm ampla base de dados telefônicos
Prism: EUA coletam dados de nove empresas de internet
Jornal: EUA podem usar dados de inteligência sem mandado
Denúncia: Reino Unido espionou autoridades do G20 em 2009
Guerra cibernética: EUA espionam computadores da China
Diplomatas: Europa exige respostas sobre supostos grampos dos EUA

Como seu passaporte foi anulado, as logísticas para sua partida são complicadas. Embora os três países tenham oferecido asilo, nenhum deles indicou que o ajudariam com a emissão de um documento de viagem, de que ele precisaria para sair de Moscou.

A Rússia também não parece que deseja ajudá-lo a sair do aeroporto, com o porta-voz do Kremlin, Alexei Pavlov, tendo afirmado neste sábado que os documentos de viagem de Snowden "não são problema nosso".

*Com AP e BBC

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