Obama e Romney travam batalha sobre economia em debate

Após despejar enxurrada de estatísticas sobre o presidente, republicano é visto como vencedor do debate pelo público

iG São Paulo | - Atualizada às

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e seu rival republicano Mitt Romney travaram uma disputa sobre questões econômicas nesta quarta-feira, no primeiro debate presidencial que poderá se revelar fundamental para ajudar eleitores a decidir sobre em qual candidato votar na eleição de 6 de novembro.

Analistas foram quase unânimes em ressaltar o desempenho “forte” de Romney, que pareceu mais alerta e determinado que Obama, e transmitiu domínio das respostas oferecidas para cada um dos temas domésticos abordados.

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AP
Mitt Romney e Barack Obama sorriem durante debate na Universidade de Denver, no Colorado (03/10)

Uma pesquisa de opinião conduzida pela rede CBS após o encontro indicou que 46% dos eleitores consideraram Romney o vencedor do debate, contra 22% que deram a vitória a Obama. Outro levantamento semelhante feito pela rede CNN indicou que 67% dos telespectadores deram a vitória a Romney e 25% a Obama.

O debate realizado na Universidade de Denver se limitou a temas domésticos. Dos cinco “blocos” do programa – na verdade, o debate de uma hora e meia começou e terminou sem intervalos –, três foram dedicados à economia.

Os candidatos discutiram longamente os planos tanto de Obama quanto de Romney em relação a impostos, redução da dívida pública e criação de empregos. Em outras áreas, os candidatos debateram os planos dos candidatos para a saúde e o papel do governo na vida nacional.

Em todos os tópicos, Romney despejou estatísticas sobre o presidente, que evitou contestar diretamente os números oferecidos pelo rival.

Um dos temas sobre os quais a discussão mais se alongou foi o dos cortes de impostos da era Bush, que expiram no ano que vem. Enquanto Romney pretende estender estes cortes indefinidamente, Obama tem defendido o aumento de impostos para famílias com renda acima de US$ 250 mil por ano.

Sobre o assunto, o presidente apenas alfinetou algumas vezes o republicano por não oferecer detalhes sobre seu plano de limitar isenções fiscais e fechar brechas legais para compensar a extensão dos cortes de impostos.

No último bloco do debate, em que os dois candidatos discutiram o papel do governo e poderiam ter entrado na questão dos benefícios sociais, Obama não fez menção ao desdém demonstrado por Romney sobre sua declaração de que “47% dos americanos dependem do governo”, flagrada em um vídeo gravado com câmera escondida.

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O debate, moderado pelo âncora da PBS, Jim Lehrer, é a melhor oportunidade até agora para atingir um grande número de eleitores diretamente, com uma audiência televisiva estimada em 60 milhões de telespectadores.

Ambos os candidatos têm estado sob pressão para fornecer detalhes mais específicos sobre como aquecer novamente a economia americana. Com o índice de desemprego acima de 8% por 43 meses consecutivos, enormes déficits orçamentários federais e programas de benefícios cada vez mais caros, a economia é a principal preocupação dos eleitores.

Uma pesquisa diária Reuters/Ipsos mostrou nesta quarta-feira Obama à frente, com 47% das intenções de voto contra 41% de Romney. Uma nova pesquisa NPR trouxe Obama com 51% contra 44% do republicano.

Outros levantamentos mostraram uma disputa mais apertada, incluindo a pesquisa da NBC/Wall Street Journal divulgada na terça-feira, com Obama liderando por apenas 3 pontos percentuais, com 49% contra 46% de Romney.

Com Reuters e BBC Brasil

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