“A Novela das 8” presta homenagem a novela de Gilberto Braga

Filme do estreante Odilon Rocha faz homenagem pouco engraçada e muito confusa a “Dancin’ Days”, de 1978

Mariane Morisawa, especial para o iG |

Divulgação
Claudia Ohana em "A Novela das Oito"
A telenovela normalmente é um gênero desprezado pelos cineastas. Então não deixa de ser curioso que “A Novela das 8”, do estreante Odilon Rocha, exibido na noite da segunda-feira (10) dentro da competição de ficção da Premiere Brasil do Festival do Rio , seja uma homenagem a “Dancin’ Days”, de Gilberto Braga, sucesso no final dos anos 1970.

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Na época, enquanto boa parte da população brasileira divertia-se ao som da disco, outros sofriam sob a ditadura militar. A prostituta Amanda (Vanessa Giácomo) é fascinada pela novela, enquanto sua empregada Dora (Claudia Ohana) tem outras preocupações políticas em mente. Uma noite, um dos clientes de Amanda morre, e as duas têm de fugir. Enquanto isso, o diplomata João Paulo (Mateus Solano) descobre-se gay, e o delegado Brandão (Alexandre Nero) pega firme na repressão ao grupo liderado por Vicente (Otto Jr.).

Como se vê, as tramas são muitas, como numa telenovela. Os gêneros também se misturam, indo do policial ao drama e à comédia. Só que “A Novela das 8” é um filme e é muito difícil de conseguir dar conta de tanta coisa em 105 minutos, ainda mais sendo estreante. Talvez Pedro Almodóvar conseguisse. O longa provoca uma risada ou duas, mas, em geral, é um amontoado de coisas sem sentido e sem graça e muito pior que qualquer novela de Gilberto Braga.

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