Festival do Rio se torna vitrine concorrida para o cinema brasileiro

Evento, que concede o Troféu Redentor, se consagra como uma das principais mostras competitivas para longas-metragens nacionais

iG São Paulo |

Se é lugar para produções hollywoodianas e de outros lugares do mundo, o Festival do Rio se consagrou também como espaço para estrear o que há de mais novo no cinema nacional. Ao lado dos festivais de Gramado e Brasília , a Première Brasil, que confere o troféu Redentor, se tornou uma das mais prestigiadas premiações do gênero no país.

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Mesmo fora de competição, o festival é considerado território natural para testar a reação da crítica e público a novos longas-metragens de ficção e documentário, até para, quem sabe, conseguir contrato com algum distribuidor. Neste ano, são 78 títulos na programação, de estreantes a veteranos do audiovisual brasileiro.

A Première Brasil de longas de ficção é o espaço mais nobre. São 12 filmes na briga por prêmios. O primeiro deles é "Entre Vales", de Philippe Barcinski ("Não Por Acaso"), em que Ângelo Antônio interpreta um pai lidando com perda atrás de perda, numa história ambientada em lixões e aterros sanitários.

Wagner Moura também vive um pai, mas que cai na estrada em busca do filho desaparecido. É a trama de "A Busca", estreia em longa-metragem de Luciano Moura, que foi exibido em Sundance (EUA) com outro título, "A Cadeira do Pai" . Francês radicado no Brasil, Bernard Attal também se aventura como diretor de longa em "A Coleção Invisível", no qual Vladimir Brichta viaja para o interior da Bahia atrás de material para salvar sua loja de antiguidades.

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Um timaço de atores protagoniza "Éden", projeto do diretor Bruno Safadi com Leandra Leal, João Miguel e Julio Andrade, que discute o fenômeno das igrejas evangélicas. José Eduardo Belmonte, depois de "Billi Pig" , volta à comédia com "O Gorila", estrelado por Otávio Müller, no papel de um dublador fracassado, Alessandra Negrini e Mariana Ximenes.

O clássico infantil "Meu Pé de Laranja Lima" ganha uma nova versão pelas mãos de Marcos Bernstein, roteirista de "Central do Brasil" e "Chico Xavier", entre outros sucessos, enquanto Milhem Cortaz e Fabiula Nascimento discutem seu relacionamento em "Dores de Amores".

Gustavo Machado e Caco Ciocler estão em "Disparos", de Juliana Reis. O veterano dramaturgo Domingos de Oliveira dirige, escreve e estrela "Primeiro Dia de Um Ano Qualquer" ao lado da mulher, Priscilla Rozenbaum, e de Maitê Proença e Ney Matogrosso.

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De Manaus, vem "A Floresta de Jonathas", primeiro longa-metragem de baixo orçamento do Norte do país contemplado pelo Minc. Também concorre pela primeira vez no festival uma animação, "Uma História de Amor e Fúria", de Luiz Bolognesi (roteirista de "O Bicho de Sete Cabeças" e "Chega de Saudade"), que vai do passado ao futuro para ilustrar conflitos da história brasileira.

"O Som ao Redor", elogiado filme do pernambucano Kleber Mendonça, é o único concorrente que não é inédito. O filme registra a rotina de uma rua no Recife, às voltas com a chegada de um grupo de segurança privada. Premiado em Gramado, "O Som ao Redor" já estreou no exterior e recebeu críticas entusiasmadas.

Veja abaixo os principais filmes brasileiros que serão exibidos no Festival do Rio 2012.

Competição - Longas de ficção
"A Busca", de Luciano Moura (SP)
"A Coleção Invisível", de Bernard Attal (BA)
"A Floresta de Jonathas", de Sérgio Andrade (AM)
"Disparos", de Juliana Reis (RJ)
"Dores de Amores", de Raphael Vieira (RJ)
"Éden", de Bruno Safadi (RJ)
"Entre Vales", de Philippe Barcinski (SP)
"Meu Pé de Laranja Lima", de Marcos Bernstein (RJ)
"O Gorila", de José Eduardo Belmonte (SP)
"O Som ao Redor", de Kleber Mendonça Filho (PE)
"Primeiro Dia de Um Ano Qualquer", de Domingos Oliveira (RJ)
"Uma História de Amor e Fúria", de Luiz Bolognesi (SP)

Competição - Longas documentário
"Coração do Brasil", de Daniel Santiago (SP)
"Dossiê Jango", de Paulo Henrique Fontenelle (RJ)
"Hélio Oiticica", de César Oiticica Filho (RJ)
"Jards", de Eryk Rocha (RJ)
"Margaret Mee e a Flor da Lua", de Malu de Martino (RJ)
"O Dia que Durou 21 Anos", de Camilo Tavares (SP)
"Ouvir o Rio: Uma Escultura Sonora de Cildo Meirelles", de Marcela Lordy (SP)
"Rio Anos 70", de Maurício Branco e Patrícia Faloppa (RJ)
"Satyrianas, 78 Horas em 78 Minutos", de Daniel Gaggini, Fausto Noro e Otávio Pacheco (SP)
"Sobral", de Paula Fiuza (RJ)

Fora de competição
"Augustas", de Francisco César Filho (SP)
"Estado de Exceção", de Juan Posada (RJ)
"Super Nada" , de Rubens Rewald (SP)
"Eu Não Faço a Menor Ideia do que Tô Fazendo com a Minha Vida" , de Matheus Souza (RJ)
"A Batalha do Passinho", de Emílio Domingos (RJ)
"Hysteria", de Evaldo Mocarzel e Ava Rocha (SP)
"Chamada a Cobrar", de Anna Muylaert (SP)
"Colegas" , Marcelo Galvão (SP)
"Infância Clandestina", de Benjamín Ávila (Argentina, Espanha, Brasil)
"Ritos de Passagem", de Chico Liberato (BA)
"A Mulher de Longe", de Luiz Carlos Lacerda (RJ)
"Amazônia Eterna", de Belisário Franca (RJ)
"Raça", de Joel Zito Araújo e Megan Mylan (RJ)
"Cirandeiro", de Claudio Boeckel (RJ)
"Dalua Downhill", de Rodrigo Pesavento, Fernanda Franke Krumel e Tiago de Castro (RS)
"Dino Cazzola - Uma Filmografia de Brasília", de Andreas Prates e Cleisson Vidal (SP)
"Jorge Mautner - O Filho do Holocausto" , de Pedro Bial e Heitor D 'Allincourt (RJ)
"Os Irmãos Roberto", de Ivana Mendes e Tiago Arakilian (RJ)
"MPB de Câmara, Canção Brasileira", de Walter Lima Jr (RJ)
"Partideiros", de Luis Guimarães de Castro (RJ)
"Pernamcubanos", de Nilton Pereira de Melo (PE)
"Siba - Nos Balés da Tormenta", de Caio Jobim e Pablo Francischelli (RJ)

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