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05/11 -
02:21
, atualizada às 06:28 05/11 -
Redação com agências internacionais
O candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, John McCain, reconheceu a derrota para o democrata Barack Obama na eleição presidencial dos Estados Unidos. Em um telefonema, feito por volta das 2h desta quarta-feira, McCain parabenizou o seu adversário.
| AFP |
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| McCain reconhece derrota nas eleições para presidente dos EUA |
À população, em um rápido discurso feito no Arizona, McCain agradeceu o apoio dos eleitores americanos e pediu que todos ajudem Obama a construir um país melhor. "Não importa quais sejam as nossas diferenças, somos todos americanos, e nenhuma associação é mais importante do que essa", afirmou.
McCain disse que um sentimento de decepção, nesse momento, é natural, mas que amanhã o país precisa estar unido novamente. "Lutamos o máximo que pudemos, e se não conseguimos o que queríamos, o fracasso é meu e não de vocês", disse o republicano, para em seguida ouvir o público presente gritar seu nome repetidas vezes.
O senador fez o discurso ao lado da mulher, Cindy, de sua candidata a vice, Sarah Palin, e do marido dela. Palin ficou com lágrimas nos olhos quando McCain agradeceu o seu apoio e a chamou de "uma nova e impressionante voz" do Partido Republicano.
Para encerrar o discurso, McCain afirmou que não leva arrependimentos e, sim, gratidão pela experiência de concorrer à presidência. Em seguida, pediu que a população "sempre acredite na grandeza da América". "Americanos nunca desistem e nunca se entregam", disse o republicano. "Nós não nos escondemos da história, nós fazemos história."
Campanha difícil
| AFP |
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| Palin ao lado de McCain durante discurso |
No Senado há mais de duas décadas, McCain não conseguiu consolidar a liderança que era creditada a ele em algumas pesquisas de intenção de voto divulgadas no início da campanha. Na reta final, atrás nas pesquisas, intensificou os ataques e tentou vincular a figura de Obama a terroristas, palestinos e líderes comunistas.
Os ataques não foram suficientes para reverter a vantagem do democrata, que a partir de setembro passou a contar com um cabo eleitoral de peso: a crise financeira americana. Depois do agravamento das turbulências econômicas, McCain não apareceu à frente de Obama em nenhuma pesquisa de intenção de voto.
O republicano se esforçou para mostrar sua preocupação com a situação econômica, tendo inclusive suspendido a campanha temporariamente para dedicar-se à aprovação do plano de resgate econômico proposto pelo governo federal. McCain abandonou os palanques e partiu para Washington onde se reuniu com o presidente Bush (juntamente com Barack Obama e outros congressistas) e com partidários republicanos a fim de lutar pela aprovação do pacote.
A suspensão inesperada colocou em risco o primeiro debate presidencial que ocorreria dois dias depois, em 26 de setembro. Até o último momento, a presença de McCain foi incerta. Mas o republicano não faltou ao compromisso e enfrentou Obama pela primeira vez, em Oxford, no Mississippi. Na ocasião, o democrata creditou a crise financeira às políticas equivocadas de George W. Bush e afirmou que, com McCain no poder, o cenário seria de continuidade, e não de mudança.
A surpresa "Sarah Palin"
No dia 29 de agosto McCain anunciou quem seria o candidato à vice-presidência do Partido Republicano. Para a surpresa de muitos, o nome anunciado foi de Sarah Palin, governadora do Alasca e uma figura relativamente desconhecida do cenário político nacional.
A escolha foi vista como uma tentativa de conquistar o eleitorado feminino que viu na derrota de Hillary Clinton, nas primárias democratas, um motivo para não votar nos democratas, além de conferir uma imagem mais "jovem" à chapa republicana.
Palin chamou a atenção da mídia e do público, tornando-se uma espécie de fenômeno. Porém, também foi criticada por sua inexperiência e por estar envolvida em um processo de abuso de poder. O fato de os republicanos terem gasto US$ 150 mil para renovar o guarda-roupa da governadora também causou polêmica.
A campanha republicana
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