Para professores, Fuvest tem que anular pelo menos três questões

Erros apontados por professores estão nas provas de matemática e física. Em geral, prova foi considerada tradicional

Cinthia Rodrigues, iG São Paulo |

Apesar de elogiar o vestibular da Universidade de São Paulo como um todo, os professores do Cursinho Objetivo dizem ter encontrado pelo menos três erros na prova da primeira fase da Fuvest. Um deles estava em matemática e dois em física.

Acesse: Caderno de prova e gabaritos

O professor Gregório Krikorian, de matemática afirma que a questão 62 da versão V tem um problema de enunciado que torna o problema incompatível. A pergunta se refere a um polígono convexo e diz que as somas dos ângulos formam uma progressão algarítmica. "Isso é impossível porque se os ângulos forem os referidos na alternativa dita, o polígono não será convexo", afirma.

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Questão 62 da Prova V
Em física há dois erros, na avaliação do professor Ricardo Helou Doca. O primeiro está na questão 81 da versão V, que traz uma fórmula errada no quadro "note e adote" que deve servir de material de apoio para o candidato fazer o cálculo para chegar a resolução. "Um aluno que fizer isso vai chegar a resposta D, como diz o gabarito, mas um que conhece a fórmula de coeficiente de restituição das colisões mecânicas, vai perder um tempo monumental para resolver e não vai chegar a alternativa nenhuma", diz

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Questão 81 da Prova tipo V
Outra questão com problema na mesma disciplina seria a 89 da versão V que mostra um esquema em que há duas possibilidades de resposta correta. "Essa tem que ser anulada com certeza, porque o estudante que marcar a outra também está certo", avalia Doca.

Nas demais disciplinas, a prova foi bem avaliada. O professor de inglês, Wellington Pimentel, disse que as questões estavam mais adequadas ao ensino médio, atuais e pertinentes. "Se os alunos acharam que estava mais fácil é porque sabem fazer compreensão de texto".

Prova tradicional

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Questão 89 da Prova tipo V
O coordenador-geral da Oficina do Estudante, professor Célio Tasinaso considerou que a tradição do vestibular foi mantida neste ano. "A parte de exatas foi mais exigente, sobretudo as questões de matemática, que cobraram bastante cálculos, o que faz com que os estudantes achem a prova mais difícil", explicou.

Segundo ele, houve um predomínio da área de geometria na prova, o que a tornou mais trabalhosa. "Isso também aconteceu mais o menos na prova de física. Houve uma quantidade muito grande de cálculos e o prediomínio da mecânica."

Para Tasinaso, a prova de química teve uma boa distribuição das questões, mas a parte de história usou um vocabulário "muito rebuscado", o que pode ter comprometido a realização das questões por alguns alunos.

Questionado sobre o cancelamento de algumas questões, o professor considera que isso não vá ocorrer este ano. "Acredito que não. Este ano pelo menos, a gente aqui não identificou nenhum problema."

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