Mantega à Comissão do PNE: "Não há condição de aumentar"

Em reunião com deputados da comissão pelo Plano Nacional pela Educação, ministro afirmou que 8,1% do PIB é o máximo para área

iG São Paulo |

Ao sair da reunião com o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, o presidente da comissão para o Plano Nacional pela Educação, deputado Wellington Coimbra (PMDB-ES), disse que o governo descarta mais de 8,1% do PIB para Educação. Segundo ele, o ministro afirmou que "não há condições financeiras" e nem "capacidade de gastar".

Agência Brasil
Comissão do PNE conversa com o ministro Mantega no Ministério da Fazenda
Ainda assim, o parlamentar considerou a reunião produtiva e amistosa. "Foi bom no sentido de que ele nos recebeu bem e respondeu todas as perguntas, mas eu continuo na dúvida sobre aceitar ou não o parecer do relator", disse Coimbra. Segundo ele, uma reunião daqui uma semana decidirá se vota a matéria da forma como está ou busca mais informações.

O PNE deveria estar em vigor desde janeiro de 2011. A lei anterior, valia até 2010 e não impunha metas que pudessem ser mensuradas. A proposta atual traz 20 itens quantitativos como aumento de creches, vagas no ensino profissionalizante e, tema mais polêmico, a fonte de renda para custeio deste investimento. O documento enviado pelo governo sugeria que fosse 7% do PIB do País. Na Câmara o valor chegou a 8,1% do valor total investido em educação – contadas aí despesas extras como bolsas de estudo - ou 7,5% do investimento direto. As entidades ligadas à área querem 10% e defendem que as demais metas não podem ser cumpridas sem este valor.

    Leia tudo sobre: pneplano nacional de educação

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG