De licença médica no Diário Oficial e de férias nas redes sociais

Por Cinthia Rodrigues - iG São Paulo |

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Pai de menino sem aula nota que professora de educação infantil em escola municipal de São Paulo publica foto com família na praia durante o afastamento por doença

Uma foto na rede social Facebook deixou indignado um pai de aluna da escola de educação infantil Antonio Gonçalves Dias, em Itaquera, zona leste de São Paulo. Afastada por 32 dias por motivo de doença, a professora Adriana Gonçalves Tavares aparecia em cima de um jipe ao lado do marido e o filho em uma praia.

Reprodução
Foto publicada dia 29 de março que atualizou a capa da página pessoal da professora


A licença médica da docente foi publicada no Diário Oficial do Município de 13 de março. No dia 29 ela postou a foto das férias e a colocou como “capa” de sua página pessoal na rede de relacionamentos. “Várias vezes cheguei até a porta da escola com minha filha pronta e ouvi funcionários dizendo que as crianças deveriam voltar para casa porque na escola não tem professores”, reclama o pai que pediu para não ser identificado.

Reprodução
Após o contato da reportagem, a docente excluiu a foto e alterou a capa

Segundo ele, a professora já faltou em outros períodos e chegou a enviar um bilhete pelo caderno dos alunos em que justificava as ausências por conta do filho doente. “Ela nunca comparece ao trabalho, muitas vezes as crianças são obrigadas a ficar em outras salas com professoras diferentes ou cada dia com uma substituta.”

O iG tentou entrar em contato com a professora por meio da rede social nesta quinta-feira, mas não obteve resposta até o momento. A professora, no entanto, entrou em sua página, pois no mesmo dia a foto em questão foi excluída e a capa substituída. 

É possível publicar fotos antigas e a data exibida no site é a de publicação, mas o pai está convencido de que a imagem é do mês da licença médica. “Muitas vezes, nós cidadãos somos julgados burros e ignorantes, mas sabemos como procurar nossos direitos. Só peço que investiguem. Deve haver como comprovar com a viagem com companhia aérea e as ausências do filho na escola”, pede o pai da aluna sem aulas.

A Secretaria de Educação afirmou qua a professora esteve de licença médica de 6 de março a 4 de abril e que apresentou atestado médico concedido pela perícia do DESS (Departamento de Saúde do Servidor). Segundo a pasta, durante o afastamento da educadora, os alunos tiveram aulas com uma professora substituta ou foram distribuídos em outras turmas na ausência desta. "Não houve, no entanto, dispensa dos estudantes, conforme a supervisão escolar", diz nota, informando ainda que "O caso está sendo acompanhado pela supervisão e que, para qualquer atitude em desacordo com o Estatuto dos Funcionários Públicos do Município de São Paulo, serão tomadas as medidas cabíveis."

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