Sarah Jessica Parker vive mãe estressada em comédia

Apesar do charme da atriz, personagens de "Não Sei Como Ela Consegue" agem como clichês ambulantes

Reuters |

O maior trunfo da comédia "Não Sei Como Ela Consegue", de Douglas McGrath, é o charme de Sarah Jessica Parker - aposta segura, dada a grande receptividade da atriz que estrelou "Sex & the City" por seis anos, sem contar dois longas baseados na bem-sucedida série, em 2008 e 2010.

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Sarah Jessica Parker faz uma esposa estressada na comédia "Não Sei Como Ela Consegue"
Tal como a Carrie Bradshaw do seriado, a personagem de Sarah aqui é pilhadíssima - Kate Reddy, uma executiva financeira, que se divide entre um trabalho estafante, que a obriga a frequentes viagens, um marido, o arquiteto Richard (Greg Kinnear), e dois filhos pequenos.

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Com vocação para supermulher, Kate não consegue delegar muita coisa - quer ser a mãe capaz de bater um bolo de madrugada para a filha levar na escola no dia seguinte, mostrar-se apaixonada na cama com o marido e ainda segurar todas as barras num emprego complicado e competitivo. Só pode render estresse e cobranças de todo lado. Na verdade, tudo isto poderia ser um drama.

Mas o roteiro de Aline Brosh McKenna (de "O Diabo Veste Prada"), que por sua vez se baseia no livro homônimo de Allison Pearson, procura o tom mais leve. O foco está no dilema de Kate, ganhando a grande chance de sua vida ao ser escolhida para assessorar Jack Abelhammer (Pierce Brosnan) num grande projeto.

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Ela tem todo o talento para isso, trabalhou a vida toda por uma oportunidade assim. Agora vai enfrentar as exigências de Jack, o olho gordo de um colega competitivo (Seth Myers), as cobranças do chefe (Kelsey Grammer), do marido e dos filhos, ainda mais diante de suas agora cada vez mais frequentes viagens a Nova York (a família mora em Boston).

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Mesmo sendo comédia, o grande problema é que ninguém parece uma pessoa de verdade - nem Kate, nem as mães dos amiguinhos de sua filha, nem seus colegas, ou mesmo seus sogros, todos verdadeiros clichês ambulantes. A história parece existir num vácuo, num mundo paralelo em que analistas financeiros são praticamente beneméritos e a crise mundial por conta da especulação financeira nunca existiu. Até o ensaio de um romance por parte de Jack parece, neste contexto, um tanto artificial.

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