O ano de Michael Fassbender

Em cartaz no Brasil com "Shame", ator é um dos nomes mais quentes hoje em Hollywood

iG São Paulo |

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Michael Fassbender em "Shame": viciado em sexo
Para onde quer que se olhasse, lá estava Michael Fassbender. 2011 foi o ano do ator alemão, que, até então pouco conhecido, explodiu como o Magneto em "X-Men: Primeira Classe" e se tornou figura frequente na temporada de premiações por seu papel como um viciado em sexo em "Shame" , em cartaz neste final de semana no Brasil – só o Oscar não viu.

Mas não foi só isso. Fassbender ainda esteve à frente da elogiada adaptação do romance "Jane Eyre", inédita no Brasil, e encarnou Carl Jung em "Um Método Perigoso" , de David Cronenberg, outro trabalho que chamou um bocado de atenção. Incansável, logo também vai aparecer na ação "À Toda Prova" e no esperado "Prometheus" , a volta de Ridley Scott ao universo de "Alien, o Oitavo Passageiro".

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É muita coisa, e todos projetos de destaque. Hollywood descobriu tardiamente, e ao mesmo tempo, o talento do ator de 34 anos, hoje um dos nomes mais quentes no mercado.

Não foi sempre assim. Nascido na Alemanha Ocidental, mas criado na Irlanda, Fassbender viu sua primeira grande chance na premiada minissérie "Band of Brothers" (2001), projeto de Steven Spielberg e Tom Hanks sobre a Segunda Guerra Mundial. Era sua estreia na televisão, a chance de ver a carreira deslanchar. "Eu era arrogante e estúpido", recordou o ator recentemente. "Depois disso, fiquei um tempão sem trabalhar. Me serviu de lição."

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Fassbender em "Hunger": 16 quilos a menos
Fassbender voltou ao Reino Unido, onde permaneceu atuando no teatro e em pequenos papéis na televisão britânica – foi um dos protagonistas da série sobrenatural "Hex" (2004), no papel de um demônio.

Só depois de cinco anos, em 2006, ele estreou em Hollywood, no papel de um soldado espartano em "300", com direito a cabelo comprido, abdômen pintado e tudo mais. O filme de Zack Snyder foi um sucesso e contou pontos para o ator na indústria, mas a consagração só ia chegar com "Hunger".

Exibido na mostra paralela "Um Certo Olhar", em Cannes, "Hunger" (2008), do inglês Steve McQueen (que saiu do festival com o prêmio de melhor estreante) gerou polêmica e resenhas entusiasmadas. Fassbender perdeu impressionantes 16 quilos para viver o irlandês Bobby Sands, ativista do IRA que liderou uma greve de fome na prisão em 1981 para que ele e seus companheiros passassem a ser encarados como presos políticos. Sands morreu após 66 dias, ignorado pelo governo de Margaret Thatcher.

A unanimidade para a interpretação de Fassbender abriu muitas portas. Além de um papel coadjuvante em "Aquário" ("Fish Tank"), de Andrea Arnold, o alemão se deu bem entrando para o elenco de "Bastardos Inglórios" (2009), de Quentin Tarantino – contou a seu favor, imagina-se, o fato de ter atuado e dirigido uma adaptação para os palcos de "Cães de Aluguel".

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Depois de "Bastardos Inglórios", as portas de Hollywood se abriram para o ator
Na fantasia de guerra escrita por Tarantino, Fassbender era um soldado inglês que se disfarçava como capitão do exército nazista para conseguir informações privilegiadas. Embora seu personagem tenha um fim trágico numa briga de bar, a aclamação do filme escancarou as portas do ator para o mercado norte-americano – logo depois, ele já teria papéis principais em "Centurião" e no fracasso "Jonah Hex - Caçador de Recompensas", antes de estrelar "X-Men: Primeira Classe".

O reencontro com Steve McQueen em "Shame" voltou a render críticas superlativas para Fassbender, sem contar o prêmio de melhor ator do Festival de Veneza. Repleto de nudez (inclusive frontal), o filme consegue transcender a sensualidade das cenas de sexo para evidenciar a doença do personagem principal.

O ator não se preocupou em aparecer nu – e virar até motivo de piada na mão de comediantes – porque desde o início encarava como algo natural para a história. "Eu sabia que o sexo não estava lá para excitação ou exploração. Estava lá como forma de o público chegar à mente desse cara. Eu via todos os encontros sexuais como sendo muito reveladores sobre o que estava realmente acontecendo dentro de Brandon [o protagonista]."

Além de "Prometheus", o próximo projeto de Fassbender é "Twelve Years a Slave" (escravo por 12 anos, na tradução), mais uma parceria com McQueen, agora ao lado de Brad Pitt, que produz e atua no longa. E ele está vinculado a pelo menos outros três projetos, sem contar os que ainda não estream no Brasil (caso de "Um Método Perigoso", "À Toda Prova" e "Jane Eyre"). Michael Fassbender ainda vai longe.

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