Um foguete russo decolou nesta sexta-feira (21) da Guiana Francesa pela primeira vez na história, levando a bordo os dois primeiros satélites do Galileo, o projeto europeu que pretende concorrer com o GPS americano.
A expectativa é que o foguete ponha em órbita os satélites Galileo IOV-1 PFM e FM2, que serão liberados em posições opostas. A missão do Soyuz deve durar três horas e 50 minutos.
A União Europeia quer que os satélites Galileo dominem o sistema de GPS no futuro. " Se a Europa quiser ser competitiva e independente no futuro, ela precisa ter o seu próprio sistema de navegação por satélite para também criar novas oportunidades econômicas", disse Herbert Reul, do comitê de pesquisa e energia do parlamento europeu.
O lançamento ocorre após anos de adiamentos e problemas orçamentários envolvendo o Galileo, além de quase uma década de discussões desde que França e Rússia firmaram a cooperação nos lançamentos das naves Soyuz, em 2003.
O foguete russo foi adaptado para permitir que a empresa europeia de lançamentos Arianespace, que opera o "mamute" Ariane-5, leve para órbita uma carga considerada média, 3,2 toneladas.
O país deve receber milhões de dólares por cada lançamento, e deverá investir o dinheiro em suas atividades espaciais. Ao mesmo tempo, a presença dos foguetes russos na base espacial europeia de Kourou, perto do Equador, ajudará a Arianespace a reduzir custos
Leia mais:
Nasa vai usar cápsulas lunares para missões no espaço
Perto do fim, um motivo para celebrar os ônibus espaciais
As naves Soyuz voam desde 1966, e são mais antigas até mesmo que os primeiros mísseis balísticos intercontinentais da Guerra Fria. Mas esta é a primeira vez que ela será lançada de fora do território da ex-União Soviética.
(Com informações da AP e da AFP)