Pesquisadores da Universidade de Berkeley usaram telescópio de raios gama para encontrar emissões luminosas das primeiras estrelas do Universo

Ilustração mostra a luz do início do Universo que pesquisadores de Berkeley encontraram
The New York Times
Ilustração mostra a luz do início do Universo que pesquisadores de Berkeley encontraram

Luz estelar antiga, emitida pelas primeiras estrelas do universo, foi detectada com o uso do Telescópio Espacial Fermi, que detecta raios gama.

Marco Ajello, astrofísico da Universidade da Califórnia, em Berkeley, e seus colegas relataram a descoberta no periódico Science. Ajello realizou a pesquisa quando trabalhava na Universidade Stanford.

"É provável que tenham sido os primeiros objetos a se formarem em nosso universo", afirmou. "Eles se formaram aproximadamente 500 milhões de anos depois do Big Bang."

Os cientistas supõem que o Big Bang, ou grande explosão, tenha ocorrido há aproximadamente 13 bilhões de anos e resultado na criação de nosso universo, que continua em expansão. As primeiras estrelas do universo eram maciças e constituídas principalmente de hidrogênio. É bem provável que o hidrogênio tenha queimado por completo rapidamente e elas tenham explodido, formando supernovas, logo no início. Embora essa primeiras estrelas tenham desaparecido há muito tempo, a luz que emitiram continua chegando até nós, afirmou Ajello.

É impossível medir diretamente a luz de uma estrela antiga, porque a luz de nossa galáxia é mais forte e impede que a vejamos. Por isso, os pesquisadores usaram os raios gama. Eles contaram com os blazares – galáxias distantes que emitem raios gama – para fazer isso.

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"Eles são como faróis que estão muito distantes daqui", afirmou Ajello. "As distâncias delas em relação a nós são diferentes e, com base nessas distâncias podemos medir a quantidade de luz estelar de épocas diferentes."

Os pesquisadores coletaram dados sobre a luz presente no universo 4, 8 e 11 bilhões de anos após o Big Bang. Futuramente, Ajello espera realizar medições em pontos ainda mais próximos do princípio do universo.

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"Como o universo está sempre em expansão, chegar o mais perto possível de seu início consiste na melhor forma de medição", afirmou. "Teremos medidas mais precisas quando chegarmos a 2 ou 1 bilhão de anos após o Big Bang", afirmou.

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