Governador de São Paulo afirmou que a Corregedoria da Polícia Militar está apurando os episódios de violência, mas voltou a criticar a depredação de patrimônio público em protesto

O governador Geraldo Alckmin afirmou nesta sexta-feira (14) que a Corregedoria da Polícia Militar está apurando os episódios de violência que decorreram de manifestações realizadas nos últimos dias contra o aumento da tarifa do transporte público. "Possíveis abusos serão investigados", afirmou o governador.

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Alckmin reiterou que "é dever da polícia proteger a população, garantir o direito de ir e vir, [o direito do] comércio abrir, preservar o patrimônio público e o patrimônio privado" e destacou que a Polícia Militar está comprometida com a segurança dos cidadãos. "Nós precisamos garantir ao trabalhador, à trabalhadora, à família, tranquilidade. Esse é o dever da polícia. Nós não temos compromisso com o erro de nenhum lado." Foram registrados na quinta-feira (13), 48 ônibus destruídos e outros 80 na terça-feira (11).

O governador declarou que o que foi visto ontem foram “atos de vandalismo e violência, deixando rastros de destruição”. Ele disse ainda que o que está ocorrendo é um movimento político. O governador citou como exemplo Santos, cidade onde não houve reajuste no valor das passagens, mas que também teve manifestação. “O que caracteriza um movimento político”, ressaltou.

O protesto, que reuniu 5 mil pessoas segundo a Polícia Militar (PM), foi o quarto desde o dia 6. Em todas as manifestações houve confronto com a polícia e depredações por parte dos manifestantes. A força tática usou bombas de gás e balas de borracha. De acordo com a Polícia Civil, 232 pessoas foram detidas e desse total quatro pessoas permanecem presas e foram transferidas para um Centro de Detenção Provisória.

Com Agência Brasil

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