"No início do tumulto, tentaram segurar as portas e manter as pessoas ali", diz um dos jovens que estava em festa na boate Kiss. Polícia Civil investiga o caso em Santa Maria, no RS

Testemunhas usam as redes sociais para comentar a tragédia na boate Kiss , no centro de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, neste domingo. "No início do tumulto, (os seguranças) tentaram segurar as portas e manter as pessoas ali para não deixassem a boate", disse Murilo de Toledo Tiecher em sua página do Facebook.

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Tiecher, segundo ele, teria sido um dos primeiros a sair, no início do tumulto. Ao todo, 50 jovens teriam conseguido furar o bloqueio dos seguranças. "Não sei se pensavam que era uma briga e não queiram que saíssem sem pagar. Só depois que a multidão derrubou os seguranças é que viram a m**** que fizeram."

Segundo outro usuário da rede, muitos comentam na cidade que o proprietário teria dado ordem direta aos seguranças "para não deixar ninguém sair sem pagar as comandas antes". Além disso, muitos jovens usam a página oficial da casa no Facebook para comentar o caso.

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O comandante Guido, que participou da retirada dos corpos, confirmou os boatos em entrevista à Globonews. "O segurança trancou a saída das pessoas que estavam no local, não permitindo que elas saíssem rapidamente. Isso causou pânico e tumulto". Ainda segundo ele, a maioria das pessoas acabou morrendo por asfixia, pela inalação da fumaça tóxica. "A saída principal estava trancada no momento da saída".

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Investigação

Segundo muitos, a casa não teria saídas de emergência suficientes. Segundo a Polícia Civil de Santa Maria, o local possui uma saída de acesso. No entanto, ainda é cedo para confirmar as denúncias dos internautas.

O caso foi registrado no 1º DP, de Santa Maria, que irá investigar a apontar os culpados no caso.  Uma delegada chegou a comentar as denúncias em entrevista à Rádio Gaucha. Segundo a policial, um dos proprietários da boate Kiss se apresentou ao DP e iria ser ouvido. "Somente após os depoimentos poderemos questionar essas informações", disse. 

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