Esperança de vida no Brasil cresce três anos em dez, aponta IBGE

De acordo com estudo, em 1999, a esperança de vida do brasileiro era de 70 anos e, em 2009, de 73,1 anos

Anderson Dezan, iG Rio de Janeiro | 17/09/2010 10:00

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A esperança de vida ao nascer no Brasil cresceu três anos no período entre 1999 e 2009, segundo aponta a Síntese de Indicadores Sociais, divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com o estudo, em 1999, a esperança de vida do brasileiro era de 70 anos e, em 2009, de 73,1 anos.

Na divisão por sexos, o levantamento mostra que a situação é mais favorável para as mulheres, com um aumento de 73,9 para 77 anos. O panorama dos homens também um acréscimo semelhante - 3,1 anos para cada -, indo de 66,3 para 69,4 anos.

Entre os Estados, Santa Catarina e Distrito Federal apresentam a maior expectativa de vida, com 75,8 anos em 2009. Na ponta oposta, estão Alagoas (67,6 anos) e Maranhão (68,4). “O aumento [da expectativa de vida ao nascer] acontece em ritmo moderado. O processo de envelhecimento, que ocorre de forma atrasada, acontece de forma progressiva. O Brasil deixou de ser um País jovem na última década”, avalia o coordenador de população e indicadores sociais Luiz Antônio Pinto de Oliveira.

A Síntese de Indicadores Sociais divulgada pelo IBGE tem como objetivo traçar um panorama das condições de vida da população brasileira. O estudo tem como base a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) e as informações são organizadas por temas, como aspectos demográficos, educação, domicílios, famílias, casamentos, idosos, crianças e jovens, cor ou raça, mulheres e saúde.

Esperança de vida ao nascer, segundo as Grandes Regiões eas Unidades da Federação - 1999/2009

 

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Fonte: Projeto IBGE/Fundo de População das Nações Unidas - UNFPA/BRASIL (BRA/02/P02)

Educação

Mais da metade - 55,9% - dos jovens de 18 a 24 anos que compõem a população economicamente ativa possui 11 anos de estudo completos, o equivalente ao ensino médio, ou mais. Entre os que têm apenas o ciclo básico completo, a proporção quase dobrou de 1999 para 2009, passando de 21,7% para 40,7%. Entre os jovens com mais de 11 anos de estudo, o número passou de 7,9% para 15,2%.

“Hoje em dia há uma proporção maior de pessoas com maior escolaridade no mercado de trabalho. Em dez anos, esse número dobrou. Estamos com um mercado com uma mão-de-obra mais qualificada”, diz a coordenadora geral da Síntese de Indicadores Sociais, Ana Lúcia Saboia.

Por outro lado, o levantamento divulgado nesta sexta-feira pelo IBGE aponta que a escolarização dos jovens de 15 a 17 no nível médio não está universalizada. Segundo o estudo, apenas 50,9% do público dessa idade frequenta a escola no nível adequado à sua idade. Em 1999, a porcentagem era de 32,7%.
“Os desafios continuam a existir. Só 50% dos adolescentes de 15 a 17 anos cursam o nível médio, o correto para essa idade. Isso reflete a fragilidade do sistema educacional das décadas passadas”, analisa Ana Lúcia.

Avaliada sob a ótica da raça ou cor, a Síntese de Indicadores Sociais aponta um aumento no número de universitários. Segundo o IBGE, 62,6% de estudantes brancos estavam no nível superior em 2009. Há dez anos, a porcentagem era de 33,4%. Em relação aos pretos e pardos, houve aumento de 7,5% para 28,2% e de 8% para 31,8%, respectivamente. Mesmo com o acréscimo elevado para esses dois últimos grupos, nota-se que os percentuais de 2009 ainda estão abaixo do percentual referente aos brancos em 1999.

Domicílios

Em 2009, 62,6% dos domicílios urbanos brasileiros eram atendidos, ao mesmo tempo, por rede coletora de esgoto, de abastecimento de água e coleta de lixo. Em 1999, eram 57,2%. Na divisão por região, o Sudeste tem os maiores índices, com 85,1% em 2009. O Norte do Brasil apresenta apenas 13,7% de seus domicílios urbanos com serviço completo de saneamento.

Em relação ao acesso de bens, em 2009, 21,1% das residências brasileiras tinham simultaneamente energia elétrica, telefone fixo, internet, computador, geladeira, TV em cores e máquina de lavar. Em 2004, a porcentagem era de 12%.

Mulheres

O número de mulheres no mercado de trabalho formal, ou seja, com carteira assinada, subiu de 41,5%, em 1999, para 48,8%, em 2009. Entre os homens, houve incremento de 45,9% para 53,2%.
O levantamento feito pelo IBGE mostra também que a parcela feminina da população tem rendimento médio inferior aos dos homens. Em 2009, o total de mulheres ocupadas recebia cerca de 70,7% do rendimento médio dos homens.

Analisado a partir da escolaridade, o estudo revela que quantos anos mais de estudo a mulher tem menos tempo ela dedica às tarefas domésticas. Aquelas com 12 anos ou mais de estudo passavam 17 horas semanais realizando afazeres de casa. Já as com até oito anos de estudo, gastavam 25,3 horas semanais.

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