Sabino e Fufuca não querem deixar o governo Lula
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Sabino e Fufuca não querem deixar o governo Lula

A participação dos ministros Celso Sabino (Turismo) e André Fufuca (Esporte) no  desfile de 7 de Setembro em Brasília, ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), neste domingo (7), gerou insatisfação entre dirigentes do União Brasil e do PP .

As duas legendas haviam anunciado a decisão de romper com o governo e estabeleceram prazo até 30 de setembro para que filiados deixem cargos na Esplanada dos Ministérios.

No entanto, Sabino e Fufuca estiveram ao lado do presidente no palanque oficial, contrariando o movimento dos partidos. A presença foi interpretada como sinal de resistência à pressão interna e de alinhamento público com Lula em um momento de disputa política.

Celso Sabino, que pretende disputar o Senado em 2026 pelo Pará, tem buscado reforçar sua ligação com o governo. O ministro já recebeu de Lula a promessa de apoio em sua candidatura.

Ele afirma dispor de levantamentos internos que apontam maior popularidade do presidente no estado do que qualquer nome cogitado pelo União Brasil para a disputa.

Na semana passada, Sabino reafirmou a Lula sua intenção de continuar no governo e de participar da COP30, programada para ocorrer em novembro de 2025 em Belém, evento que receberá líderes internacionais.

André Fufuca, por sua vez, planeja se candidatar ao Senado pelo Maranhão. Assim como Sabino, tem consciência da força política de Lula em seu estado e não pretende entregar o cargo. A escolha de se manter próximo ao presidente, no entanto, ampliou a tensão com o PP.


Distanciamento partidário

A movimentação de ambos causou forte reação em grupos internos das legendas. Dirigentes do União Brasil e do PP avaliam que a postura dos ministros pode resultar em desfiliação, já que eles não demonstram intenção de seguir a orientação partidária.

Nos bastidores, a possibilidade de migração partidária é considerada. Sabino já recebeu convite para ingressar no MDB, alternativa que poderia consolidar seu projeto eleitoral no Pará.

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