Bolsonaro foi liberado para fazer exames médicos
Antonio Augusto/STF
Bolsonaro foi liberado para fazer exames médicos

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL)  foi admitido no Hospital DF Star, em Brasília, às 9h deste sábado (16), para investigação de febre, tosse, episódios persistentes de refluxo gastroesofágico e soluços.

Ele realizou exames laboratoriais, de imagem e endoscopia sob supervisão da equipe médica.

O boletim divulgado pelo hospital indicou que os exames detectaram imagem residual de duas infecções pulmonares recentes, possivelmente relacionadas a episódios de broncoaspiração.

A endoscopia mostrou persistência de esofagite e gastrite, com intensidade menor, e recomendou tratamento medicamentoso contínuo.

Bolsonaro seguirá com cuidados para hipertensão, refluxo e medidas preventivas contra broncoaspiração. O ex-presidente recebeu alta às 13h58.

A saída do ex-mandatário de sua residência, onde cumpre prisão domiciliar desde 4 de agosto, foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes exclusivamente para realização dos exames clínicos.

Bolsonaro foi recebido por apoiadores e jornalistas na entrada do hospital, mas não concedeu declarações.


Segundo a defesa, os exames eram necessários devido à persistência de refluxo e soluços refratários nos últimos dias.

Durante o procedimento, ele passou por exames de sangue, urina, endoscopia, tomografia computadorizada, ultrassonografia e ecocardiograma.

Moraes determinou que Bolsonaro retornasse à residência em até oito horas e apresentasse, em até 48 horas, atestado de comparecimento especificando os procedimentos realizados.

Bolsonaro e sua saúde

Bolsonaro na chegada ao hospital, em Brasília
Vinícius Schmidt/Metrópoles
Bolsonaro na chegada ao hospital, em Brasília


Bolsonaro necessita de acompanhamento médico regular desde 2018, quando sofreu um atentado a faca que resultou em graves lesões nos intestinos delgado e grosso, exigindo cuidados constantes e cirurgias subsequentes.

Durante o período em que esteve fora de casa, o ex-presidente permaneceu monitorado por tornozeleira eletrônica, sob supervisão da Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seap-DF).

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