Ex-governador João Doria
Valter Campanato/Agência Brasil - 22.10.2019
Ex-governador João Doria


O ex-governador de São Paulo, João Doria, afirmou nesta terça-feira (3) que foi vítima de boicote por parte da antiga direção nacional do PSDB. O empresário revelou que não sentiu apoio por parte dos líderes tucanos quando venceu as prévias do partido para concorrer à Presidência da República e então decidiu sair da política.

“Apesar de ter vencido as prévias do PSDB, de um jeito democrático, já que tivemos a votação com 22 mil filiados em todo o Brasil, senti que a direção nacional do PSDB naquele momento não quis honrar essa eleição e nem me entregar aquilo que me era direito, que era disputar a eleição presidencial no ano passado. Entendi que não era o momento de ter um combate, minha visão foi ser pacifico e abrir mão da minha candidatura legítima”, explicou em entrevista ao Brazil Journal.

Após desistir da candidatura à Presidência, Doria seguiu na sigla por mais alguns meses. No fim do ano passado, ele oficializou sua saída do PSDB para voltar a iniciativa privada.

“Depois de alguns meses de abrir mão da minha candidatura, deixei o PSDB sem mágoa, sem traumas. Não tenho ressentimento de ninguém, mesmo aqueles que prejudicaram minha pré-campanha. Perdoei a todos, tanto que somos muitos amigos”, comentou.


Doria critica PSDB

O ex-governador relatou que a justificativa dada pelo diretório nacional do PSDB para não apoiá-lo em 2022 era mentirosa. Os tucanos disseram que Doria não era competitivo por ter 4% das intenções de votos. Após a desistência do empresário, o partido apoiou Simone Tebet (MDB-MS), que tinha 1% oito meses antes da eleição.

“A ministra Simone Tebet teve 4%, mesmo resultado que eu tinha nas pesquisas bem antes da eleição. Não era verdade que minha candidatura não era competitiva, o que não desabona a ministra Tebet, tenho muito respeito por ela”, afirmou.

Na avaliação de Doria, a resistência ao seu nome se deu pelo seu jeito de governar São Paulo. “Houve uma intolerância por parte do PSDB. Nunca fiz concessão nas minhas gestões. Não faria isso como presidente da República, então houve intolerância de alguns em relação a isso. Lamento”, concluiu.

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