Tenente-coronel Mauro César Barbosa Cid na CPMI dos Atos Golpistas
Marcos Oliveira/Agência Senado - 11.07.2023
Tenente-coronel Mauro César Barbosa Cid na CPMI dos Atos Golpistas


Nesta terça-feira (12), o presidente da CPMI do 8 de Janeiro, deputado Arthur Maia, anunciou queo tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ), será convocado novamente para prestar depoimento perante comissão.

A decisão de convocar Mauro Cid mais uma vez se baseia em um relevante fator: o acordo de delação premiada assinado pelo militar. Esse acordo indica sua disposição em colaborar com as investigações em andamento, fornecendo informações e esclarecimentos que podem ser importantes para o desenrolar dos trabalhos da CPMI.

"Vai ser ouvido nos próximos dias. Cabe a mim marcar seu depoimento. A convocação já foi aprovada e eu posso assegurar a vocês que Mauro Cid terá seu depoimento marcado pela presidência da CPMI", explicou o deputado após a sessão.

No mês de julho, durante sua primeira convocação, Cid se recusou a responder às perguntas da CPMI, alegando seu direito ao silêncio. No entanto, recentemente, o cenário mudou significativamente, pois seu acordo de delação premiada foi homologado pelo ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal.

Entre os temas que possivelmente serão abordados na comissão estão informações relacionadas a militares próximos a Bolsonaro, como os ex-ministros Augusto Heleno e Luiz Eduardo Ramos.

Porém, essa nova etapa das investigações também traz algumas preocupações. Parlamentares da base governista temem que o depoimento de Mauro Cid à CPMI possa prejudicar ou até mesmo anular seu acordo de delação com a Polícia Federal, uma vez que informações serão reveladas publicamente.

Alguns deputados e senadores também demonstram preocupação de que as informações fornecidas pelo tenente-coronel possam ser usadas pelos filhos de Jair Bolsonaro, Flávio e Eduardo, em sua defesa perante as acusações que envolvem o ex-presidente.


Mauro Cid deixou a cadeia

No sábado (9), o ministro Alexandre de Moraes concedeu liberdade provisória para Mauro Cid e impões medidas cautelares ao tenente-coronel, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica, restrições de horários para sair de casa e afastamento de suas funções no Exército.

Cid permaneceu detido por quatro meses no Batalhão de Polícia do Exército.Ele é alvo de múltiplos inquéritos conduzidos pela Polícia Federal.

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