Waguinho defendeu a esposa
Reprodução/Globonews
Waguinho defendeu a esposa


O prefeito de Belford Roxo, Waguinho (Republicanos-RJ), disse nesta segunda-feira (12) que ele e sua esposa, a ministra do Turismo Daniela Carneiro (União Brasil-RJ), enfrentaram muitos problemas ao apoiarem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições de 2022.

De acordo com o Waguinho, o estado fluminense é um reduto bolsonarista. Ao apoiar Lula, seus filhos precisaram trocar de colégio após sofrerem ameaças de violência. Ele ainda contou que a casa da família sofreu ataques de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL-RJ).

"A ministra Daniela é de um estado importante, o Rio de Janeiro, território totalmente bolsonarista, onde nós levamos a campanha do presidente Lula em toda a Baixada Fluminense, no interior, no noroeste. Encorajamos muitas pessoas e pagamos um preço muito caro por isso", relatou o prefeito.

Daniela foi escolhida para ser ministra do Turismo por Lula como “cota pessoal”. A bancada do União Brasil na Câmara passou votar contra projetos do governo federal com a alegação que Carneiro não representa o grupo de deputados.

Sem base sólida, o presidente da República iniciou uma série de conversas para poder retirar a ministra do Turismo e colocar outro nome, sendo que o favorito é Celso Sabino (União Brasil-PA).

Waguinho articula para manter Daniela no Planalto

Waguinho foi a Brasília e irá se encontrar com Lula para tentar manter a esposa no cargo. Em entrevista para o Estúdio i, o prefeito relatou que será “um erro” tirar Daniela da função de chefe do Turismo e criticou o União Brasil.

“É uma retaliação ao governo Lula, [o União Brasil] quer impregnar o governo Lula de bolsonaristas. Na verdade, Bivar e Rueda não têm poder de entregar voto nenhum [a favor do governo], isso é uma grande mentira”, comentou.

“Tirar uma mulher, a [deputada federal] mais votada do estado do Rio de Janeiro, evangélica, que consegue agregar muito, e colocar no lugar dela um homem bolsonarista é não valorizar o empoderamento das mulheres", acrescentou. “A saída dela deixaria o Rio de Janeiro enfraquecido na questão política do governo federal”.


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