Senadora Eliziane Gama (PSD-MA), relatora da CPMI do 8 de Janeiro
Bruno Spada/Câmara dos Deputados - 06/06/2023
Senadora Eliziane Gama (PSD-MA), relatora da CPMI do 8 de Janeiro

Nesta quarta-feira (7), o presidente da  Comissão Parlamentar de Inquérito (CPMI) do 8 de Janeiro, deputado Arthur Maia (União-BA), disse que vai começar a votar os pedidos de convocação e convites para depoimentos na CPMI. Maia vai seguir a ordem dos nomes mais pedidos, como o do  ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal, Anderson Torres, do ministro da Justiça, Flávio Dino, e do ex-ajudante de ordens Mauro Cid.

"Segui um critério objetivo e convoquei os seis primeiros e coloquei na pauta todos os pedidos de informação que foram requeridos da CPMI. Pretendo fazer uma aprovação de bloco e aceitarei que algum pedido que algum deputado pedir para que seja excluído, vamos excluir", disse Maia na sessão desta terça-feira (6).

Os nomes que devem ter solicitação para depoimento votada nessa quarta são: Anderson Torres, ex-secretário de Segurança Pública do Distrito Federal; Flávio Dino, ministro da Justiça; Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL); Marco Edson Gonçalves Dias, General e Ministro-Chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI); Jorge Eduardo Naime, Comandante do Departamento de Operações (DOP) da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF); e Saulo Moura da Cunha, Diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).

Hoje, a  relatora da CPMI, senadora Eliziane Gama (PSD-MA), apresentou seu plano de trabalho e, no documento de 79 páginas, ela pediu que as oitivas comecem com a convocação de Anderson Torres.

"Se inicia com a oitiva do agente público que, na ocasião, ocupava o cargo estratégico no comando da segurança pública do DF. Concomitantemente, serão deliberados os requerimentos de informações, a partir das quais se espera, como natural desdobramento, a investigação dos demais fatos elencados no Requerimento que embasou a instauração desta CPMI", afirmou.

No plano, a relatora mencionou sete pontos de como a investigação sobre os  atos golpistas que ocorreram nos prédios dos Três Poderes, em Brasília, deve ser conduzida:

  1. A atuação de Torres enquanto chefe da pasta da Justiça, sua relação com a ação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) às vésperas do segundo turno das eleições e com seu então diretor, Silvinei Vasques, no período e diante dos atos antidemocráticos;
  2. A atuação de Torres enquanto Secretário de Segurança Pública do Distrito Federal;
  3. Os ocorridos de 12 e 24 de dezembro;
  4. Os acampamentos em frente ao Quartel-General do Exército e identificar mentores, financiadores e executores dos atos do 8 de janeiro.
  5. O planejamento e atuação dos órgãos de segurança pública da União e do Distrito Federal no dia dos atos, assim como o apagão na execução das medidas de contenção;
  6. As manifestações públicas de agentes políticos contra o resultado das eleições, que elegeram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT);
  7. A relação de Mauro Cid com pessoas envolvidas com o fato investigado pela CPMI e com eventuais conspirações golpistas;
  8. A atuação dos órgãos das Forças Armadas e sua relação com os acampamentos na região do QG do Exército.

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