Presidente Jair Bolsonaro (PL) convidou apoiadores a participarem do lançamento de pré-candidatura
Marcelo Camargo/Agência Brasil - 08.03.2022
Presidente Jair Bolsonaro (PL) convidou apoiadores a participarem do lançamento de pré-candidatura

Na véspera do evento de lançamento de sua pré-candidatura, o presidente Jair Bolsonaro fez um tour de moto por cidades no entorno de Brasília na manhã deste sábado (26) e convidou apoiadores para cerimônia que ocorre no domingo. Apesar da movimentação, o presidente negou que já esteja em campanha e disse que o ato é apenas para mostrar que ele é candidato à reeleição.

Em um passeio que durou cerca de três horas, quando percorreu comércios populares, tomou café em uma padaria e posou para fotos com crianças em uma quadra esportiva, o presidente gerou aglomeração diante de uma igreja em Santo Antonio do Descoberto (GO), a cerca de 60 km do Palácio da Alvorada.

"Deve ter muita gente lá (no evento de lançamento da candidatura). Muita gente está se inscrevendo. Não precisa se inscrever, se tiver espaço vai entrar mesmo sem estar inscrito. É o lançamento da pré-candidatura", disse.

"Não começa a campanha ainda, a campanha é 45 dias antes. Mas é mostrar que sou candidato à reeleição".

No domingo, o PL, novo partido do presidente, realiza um megaevento em Brasília, onde espera contar com filiados de todo o Brasil.  Inicialmente, o convite anunciava o lançamento da pré-candidatura de Bolsonaro, mas foi alterado por receio de que pudesse violar a lei e motivar punições por propaganda eleitoral antecipada.

Ao longo de seu passeio pelo entorno de Brasília, o presidente também se justificou a respeito das principais críticas a seu governo, como o preço dos combustíveis, os impactos da pandemia e a inflação.

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"Não pode esquecer que pegamos dois anos de pandemia , crise de água, que influencia na energia elétrica. Guerra lá fora, tem problemas aqui, tem inflação em cima disso. Eu não fechei nenhuma casa de comércio no Brasil, eu não destruí a renda de ninguém", afirmou.

Ao comentar sobre o preço da gasolina, cujo valor máximo já chega a R$9, segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), atribuiu a alta a governos anteriores e ao custo do petróleo.

"Lamentamos o preço do petróleo, que está subindo bastante. (Isso) influencia no preço aí de dentro. Mas repito: em grande parte está alto o preço do combustível por que? Lá atrás se prometeu fazer três refinarias, gastou-se mais de R$100 bilhões e no fim não concluiu nenhuma".

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