Sergio Moro, João Doria, Simone Tebet e Luiz Felipe d'Ávila
AlanSantos/ PR | Governo do Estado de SP | Moreira Mariz/ Ag. Senado | Reprodução/ Twitter @lfdavilaoficial
Sergio Moro, João Doria, Simone Tebet e Luiz Felipe d'Ávila

Pré-candidatos à Presidência da República, o ex-juiz Sergio Moro (Podemos), o governador João Doria (PSDB), a senadora Simone Tebet (MDB) e o empresário Luiz Felipe d'Ávila (Novo) se uniram para emitir uma nota conjunta sobre a guerra na Ucrânia. No texto, os políticos repudiam a invasão russa, o que não foi feito pelo atual presidente, Jair Bolsonaro (PL).

"Defesa da paz, soberania nacional e da legitimidade da ordem internacional sempre pautou a política externa brasileira. Quando esses princípios cardeais são violados, não há espaço para a neutralidade. É preciso defendê-los de maneira inequívoca por meio de nossas escolhas e ações", dizem os postulantes.

A palavra "neutralidade" foi usada por Bolsonaro para defender seu posicionamento diante do conflito internacional. Quando questionado sobre o assunto, o mandatário brasileiro tem ressaltado sua relação comercial com o governo russo  e até  o apoio que recebeu do presidente Vladimir Putin quanto à soberania do Brasil na Amazônia.

Diante disso, os pré-candidatos usaram os termos ausentes no discurso de Bolsonaro, ao classificar a invasão russa como "uma tentativa condenável de mudar o status quo da Europa por meio da força" e ao oferecer "a nossa solidariedade ao povo ucraniano".

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"Pedimos ao governo brasileiro que se posicione, unindo-se às nações que defendem a soberania da Ucrânia e a solução pacífica do conflito", concluem na nota.

Uma semana antes da guerra ser deflagrada,  Bolsonaro esteve em Moscou para se reunir com Putin e, ao final do encontro, se disse solidário com o país. A declaração repercutiu mal com o governo dos Estados Unidos, uma das principais lideranças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), motivo declarado da guerra.

A Rússia bombardeia a Ucrânia por não aceitar que o país vizinho ingresse na aliança militar do Ocidente. Fazer parte do grupo ligado aos estadunidenses foi um desejo manifestado pelo governo ucraniano de Volodymyr Zelensky.

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