Alckmin deve se filiar ao PV caso negociação entre PT e PSB não avance
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Alckmin deve se filiar ao PV caso negociação entre PT e PSB não avance

Cotado para ser vice na chapa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República, o ex-governador Geraldo Alckmin (sem partido) elegeu o PV como um "plano B" para viabilizar sua entrada na chapa do petista. Embora mantenha a ida ao PSB como primeira opção, o ex-tucano vem conversando com os verdes.

A aproximação de Alckmin com o PV é uma reação ao impasse que envolve a aliança entre PT e PSB em São Paulo. No estado, os dois partidos têm pré-candidatos ao Palácio dos Bandeirantes — o ex-prefeito Fernando Haddad e o ex-governador Márcio França.

Alckmin ainda vê o PSB como primeira opção, já que França foi um dos principais articuladores da aproximação do ex-governador com o PT. Mas como os dois partidos não têm avançado nas negociações para formação de uma federação partidária, Alckmin passou a procurar alternativas para ficar de fora do fogo cruzado entre as duas legendas da esquerda.

Lula tem dito que para que a chapa prospere, o ex-governador precisa se filiar a um partido da base do PT. Na segunda-feira, Alckmin se reuniu com a cúpula do PV, que abriu as portas para o ingresso do ex-tucano. O PV é um dos partidos que já aprovou internamente a possibilidade de se unir ao PT numa federação.

A direção dos verdes entende que a hipótese da entrada de Alckmin seria um trunfo para a candidatura de Lula fazer um contraponto ao desmonte promovido pelo presidente Jair Bolsonaro nos órgãos de proteção do meio ambiente como Ibama e Icmbio.

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Outro ponto destacado pelo PV é que a composição também teria impacto positivo nas relações internacionais, já que seria uma sinalização as potências estrangeiras de que o Brasil voltaria a se preocupar com o desmatamento da Amazônia, que bateu recorde sob Bolsonaro.

Antigo aliado de Alckmin, o presidente nacional do PV, José Luiz Penna, também entrou em campo e se ofereceu para atuar como bombeiro no atrito entre PT e PSB.

Ele deve se reunir com Haddad na próxima terça-feira e ainda aproveitará sua boa relação com França na tentativa de aparar as arestas. Penna tem esperança de que o PT, PSB, PV e PCdoB viabilizem uma aliança. Nessas conversas, o dirigente tem frisado que os partidos do campo democrático devem apoiar Lula na eleição presidencial, já que o seu entendimento é de que o petista seria o único candidato viável para derrotar Bolsonaro.

O líder petista lidera todas as pesquisas de intenção de voto a presidente. Levantamento Genial/Quaest divulgado no início do mês aponta Lula com 45% das intenções de voto. Bolsonaro aparece na segunda posição com 23%.

Embora a aproximação com o PV seja vista com bons olhos, Alckmin ainda não se decidiu. A tendência é que ele faça o anúncio no final de março, já que a data limite para sua filiação é 2 de abril, seis meses antes das eleições, conforme prazo previsto pela Justiça Eleitoral.

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