Vice-presidente Hamilton Mourão
Marcos Corrêa/PR
Vice-presidente Hamilton Mourão

O vice-presidente Hamilton Mourão disse nesta segunda-feira não ver problemas na viagem do presidente Jair Bolsonaro à Rússia , em meio a alertas de países ocidentais sobre uma "iminente" invasão da Ucrânia pelas forças de Moscou . Segundo ele, o que há na região é um "jogo de pressão" envolvendo Rússia, Ucrânia e a Otan, a aliança militar liderada pelos Estados Unidos. O vice-presidente avalia que o cenário vai ficar apenas no jogo de pressão. Bolsonaro embarca nesta segunda-feira, no fim da tarde.

"Semana passada, o presidente da Argentina [Alberto Fernández] esteve lá [na Rússia]. Zero trauma. Não vejo problema. Essa tensão que está ocorrendo é fruto aí das pressões de ambos lados, entre a Rússia, a própria Ucrânia que está imprensada, e óbvio o pessoal da Otan, com os Estados Unidos à frente. Na minha opinião, vai ficar nesse jogo de pressão. Então a viagem do presidente lá é só um dia. Sem maiores problemas", disse Mourão.

A justificativa para manter a viagem é que as relações comerciais com a Rússia são estratégicas para setores como agronegócio e energia. Em ano eleitoral e com Bolsonaro atrás nas pesquisas, o encontro com um líder global também busca mostrar algum prestígio internacional.

Ele foi aconselhado a desistir da viagem, mas, alertado de que a visita poderia criar desgaste com os Estados Unidos e a União Europeia, nem chegou a considerar a hipótese de cancelar o compromisso. Bolsonaro vai se reunir com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, na quarta-feira, e terá de fazer cinco testes de Covid para atender as exigências sanitárias do governo russo.

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