Ex-ministro Sergio Moro
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Ex-ministro Sergio Moro

O ex-juiz Sergio Moro (Podemos) disse que vai entrar com uma representação e exigir uma indenização por danos morais ao subprocurador-geral Lucas Furtado, do Ministério Público, ligado ao Tribunal de Contas da União (TCU).

Na noite dessa sexta-feira (4), o MP junto ao TCU solicitou a determinação do bloqueio de bens do ex-ministro da Justiça por suposta sonegação de impostos em recebimentos da consultoria americana Alvarez & Marsal . Moro, porém, nega a acusação e alega "abuso de poder" por parte do procurador.

"É evidente o abuso de poder do procurador do TCU Lucas Furtado contra mim. Irei representá-lo nos órgãos competentes e exigir indenização por danos morais", escreveu Moro em publicação no Twitter , na noite de ontem.

Na última segunda-feira (31),  Furtado havia solicitado o arquivamento de uma investigação aberta na corte para apurar possíveis irregularidades em um contrato de prestação de serviços fechado entre o ex-ministro e o escritório norte-americano.

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Na ocasião, ele afirmou ter pedido o arquivamento do processo porque havia mudado o entendimento sobre o caso. Agora, alegando “fatos novos”, o subprocurador-geral pediu ao ministro do TCU, Bruno Dantas, relator do caso, para bloquear os bens de Moro com o intuito de restituir eventuais prejuízos causados pelo ex-ministro aos cofres públicos .

Após a abertura da investigação, Moro revelou os rendimentos durante uma live na última semana . O ex-ministro afirmou ter recebido um total de US$ 656 mil (R$ 3,537 milhões), durante os doze meses que prestou serviços para a empresa Alvarez & Marsal. Ele teria assinado um contrato firmado em 23 de novembro de 2020 e extinto em 26 de novembro do último ano.

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