Lulinha
Reprodução/ O Globo
Lulinha


O empresário Fábio Luís Lula da Silva, mais conhecido como Lulinha, se livrou do inquérito que investigava  supostos repasses ilegais da Oi a empresas do grupo Gamecorp. O caso foi arquivado pela Justiça Federal da 3ª Região nesta segunda-feira (17).


O pedido de arquivamento foi feito pelo Ministério Público Federal (MPF), em dezembro passado. Para o órgão, as apurações feitas até o momento careciam "de elementos indiciários de prática criminosa". Como argumento, o MPF também citou o reconhecimento da suspeição do ex-juiz Sergio Moro por parte do Supremo Tribunal Federal (STF).


Segundo a coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, a juíza Fabiana Alves Rodrigues, apoiou esse parecer. Para embasar sua decisão, a magistrada mencionou quebras de sigilo fiscal, bancário, de dados e telemático feitas pela força-tarefa da Operação Lava Jato, em Curitiba, e ressaltou que elas não são válidas diante da anulação de atos de Moro.

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A operação

Batizada de Mapa da Mina, a operação em questão foi deflagrada em dezembro de 2019. De acordo com a publicação, o foco era o suposto pagamento de despesas familiares do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com recursos da Oi e da Vivo. 


A suspeita da PF era de que o dinheiro tinha sido repassado através das empresas de Jonas Suassuna, proprietário do Grupo Gol. O  empresário foi sócio de Lulinha em várias empresas.


A força-tarefa da Lava Jato, que conduzia as investigações, apontava que parte desse dinheiro teria sido usado para comprar o sítio de Atibaia, o mesmo que gerou a segunda condenação de Lula na operação.

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