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"Mais sujas e sórdidas da história", diz Doria sobre eleições de 2022

pré-candidato à presidência da República e governador de São Paulo, João Doria (PSDB), afirmou em entrevista na última quinta-feira (09), que as próximas eleições - que ocorrerão no próximo ano, em 2022 - "serão as mais sujas e sórdidas campanhas eleitorais da história do país".

"Extremistas gostam disso, de intimidar, de emparedar, de mentir, construir narrativas falsas, humilhar jornalistas, mulheres jornalistas. Aqueles que de fato forem candidatos nas eleições de 2022, seja no âmbito federal ou estadual, têm de ter muita resiliência para resistir, combater, contrapor-se a isso, ou irão sucumbir", afirmou o governador.

O tucano ressaltou ainda que ele e diversos eleitores foram "enganados" pelo discurso do  presidente Jair Bolsonaro (PL) na eleição de 2018. "Fomos enganados e eu não cometo o mesmo erro duas vezes. Compramos um sonho e recebemos um pesadelo. Bolsonaro prometia um governo liberal, um  governo com Moro defendendo a justiça, a Lava Jato, que respeitaria a lei, a ordem e a independência dos poderes e logo no início do governo ele abandonou esses princípios".

Questionado pelo jornalista Pedro Bial sobre a aliança "BolsoDoria" - campanha lançada pelo atual pré-candidato -, o governador alegou estar arrependido da iniciativa. "Ele dizia que era contra a reeleição e começou defendendo. Prometeu um governo liberal com Paulo Guedes, desestatizante e o que aconteceu? Nada. Ele fez tudo diferente do que havia prometido. E pra piorar, na pandemia, se mostrou um negacionista, hoje classificado como o maior negacionista do mundo".

Doria aproveitou a oportunidade para ressaltar que "respeita"  Geraldo Alckmin, mas que quer "distância" do ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva (PT).


"Respeito a trajetória (de Alckmin). Mas de Lula, quero distância. Não me associo e nem me identifico com ele em nada. Venci Lula, Haddad e Dilma em 2016 pela prefeitura de São Paulo. Respeito a posição, mas estarei do outro lado. Combatendo Lula. Combatendo o roubo, o assalto ao dinheiro público. Eu não acredito que os fins justificam os meios. Ninguém tem o direito de roubar dinheiro público, por mais que faça políticas públicas para os mais pobres e humildes. Faça assim, mas de forma honesta", finalizou o ex-prefeito de São Paulo.

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