A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP)
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
A deputada federal Tabata Amaral (PSB-SP)

A deputada Federal Tabata Amaral (PSB-SP) vai acionar a Justiça contra o presidente afastado da Fundação Palmares, Sergio Camargo por difamação e falsa acusação de injúria racial.

Na sexta-feira, Sérgio Camargo afirmou que Tabata foi racista ao denunciá-lo por fake news - ele compartilhou um post no Twitter com uma interação entre a deputada e o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) que não aconteceu.

"É triste e absurdo que membros do governo, como Sérgio Camargo, se utilizem de fake news, de forma criminosa, para tentar deslegitimar a luta contra a pobreza menstrual", disse a parlamentar ao Estadão.

"Cabe a mim lamentar essa postura e continuar lutando pela dignidade das nossas meninas e mulheres", completou.

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Entenda

Na imagem publicada por Camargo com o diálogo que não aconteceu, a deputada teria postado a frase "Deixa eu menstruar, Bolsonaro", em referência ao projeto de lei que previa a distribuição de absorventes, vetado pelo presidente. Bolsonaro teria respondido "e quando foi que eu te proibi".

Tabata prometeu tomar providências assim que viu a postagem. "Sérgio Camargo postou um print de uma interação minha com Bolsonaro que nunca existiu, com a intenção de ridicularizar a luta contra a pobreza menstrual. O combate às fake news exige que sejamos intolerantes com mentiras e desinformação!", afirmou.

Camargo disse que um eventual processo representaria um ato racista da deputada. "Esse meme foi compartilhado por milhares de pessoas, e ela ter escolhido logo um negão para processar mostra um provável racismo e perseguição. Inclusive, outros notáveis compartilharam esse meme ", escreveu. "Ou ela prova que processou todos, ou restará provada a perseguição a um negro que venceu e vence diariamente sem ser afromimizento da esquerda".

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