Jair Bolsonaro (sem partido)
Alan Santos/ PR
Jair Bolsonaro (sem partido)

Na manhã desta quarta-feira (13), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) , perguntou ao público se eles gostariam de ter de volta a “ideologia de gênero” sendo ensinada nas escolas públicas. O mandatário também falou sobre a gestão do  ministro da Educação, Milton Ribeiro e alfinetou o ex-presidente Lula , durante a cerimônia de entrega de títulos de propriedades rurais, em São Paulo.

“Peguei um Brasil arrasado, eticamente, economicamente e moralmente. Eu pergunto a vocês: vocês querem a volta, para o Ministério da Educação, do Haddad, que lá ficou por 12 anos? Querem a volta da ideologia de gênero para os nossos filhos?”, questionou Bolsonaro.

A expressão “ideologia de gênero” não é reconhecida no universo educacional. Ela é frequentemente utilizada por grupos conservadores e religiosos contrários ao debate sobre diversidade sexual e identidade de gênero. Tal expressão ganhou força no Brasil quando o movimento chamado Escola Sem Partido, criado por grupos bolsonaristas, surgiu.

Durante o discurso, Bolsonaro ainda direcionou alfinetadas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao Partido dos Trabalhadores (PT). "O PT é o maior grupo criminoso da história do mundo”, opinou o chefe do Executivo.

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“Não podemos aceitar o discurso fácil da esquerda, daqueles canalhas que há pouco estavam sentados na cadeira presidencial, mas organizaram o maior grupo criminoso da história do mundo, onde roubaram quase tudo da nossa nação por um projeto de poder. Alguns querem reconduzir a cadeira presidencial exatamente a esse, que colocou o Brasil numa situação complicada”, declarou Bolsonaro.

O presidente também teceu elogios ao ministro da Educação, Milton Ribeiro: “Tenho hoje na educação, o seu Milton, evangélico aqui de Santos. Faz um excelente trabalho, mas não é fácil mudar os rumos de um transatlântico, mas a gente vai mudando devagar e dando esperança pra vocês”, disse o mandatário.

Milton Ribeiro foi, recentemente, alvo de críticas ao declarar que as " universidades são para poucos " e que " crianças com deficiência atrapalham os colegas de classe ". O chefe da pasta, que também é pastor da Igreja Presbiteriana,  teve que explicar suas falas ao Senado e logo emitiu uma nota admitindo ter sido errôneo em suas declarações.

Após passar o feriado prolongado no litoral de São Paulo, o Presidente Jair Bolsonaro encerra suas atividades no estado e volta para Brasília na tarde desta quarta-feira (13).

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