Na foto, André Mendonça e Jair Bolsonaro
Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
Na foto, André Mendonça e Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) decidiu  endossar as críticas ao presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP). Cabe ao democrata pautar a sabatina do ex-advogado-geral da União, André Mendonça, mas isso ainda não aconteceu.

Bolsonaro indicou Mendonça para o Supremo Tribunal Federal (STF) em julho. A escolha por ele atende à promessa de indicar alguém "terrivelmente evangélico" para a Corte, mas o ex-AGU enfrenta resistência no Congresso.

"Quem não está permitindo a sabatina é o Davi Alcolumbre (...) Teve tudo o que foi possível durante os dois anos comigo e de repente ele não quer o André Mendonça. Quem pode não querer é o plenário do Senado, não é ele. Ele pode votar contra, agora o que ele está fazendo não se faz. A indicação é minha", disse Bolsonaro neste domingo (10) durante entrevista em Guarujá (SP).

Antes de comandar a CCJ, Alcolumbre foi presidente do Senado. Por isso, Bolsonaro mencionou que o senador "teve tudo com ele" durante seu mandato. "Se ele quer indicar alguém para o Supremo, ele pode indicar dois. Ele se candidata a presidente ano que vem e no primeiro semestre de 2023 tem duas vagas para o Supremo", acrescentou, segundo informações da Folha de S. Paulo.

De acordo com a publicação, essa cobrança a Alcolumbre ocorre em meio à pressão do centrão para que outra pessoa seja indicada. Um grupo tenta viabilizar o nome de Alexandre Cordeiro, presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Ministros da ala política do governo, como Ciro Nogueira (Casa Civil), Flávia Arruda (Secretaria de Governo) e Fábio Faria (Comunicações) apoiam a sugestão.

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