Silas Malafaia e Marco Feliciano
Montagem iG / Fotos: Isac Nóbrega/PR e Nilson Bastian/Câmara dos Deputados
Silas Malafaia e Marco Feliciano

O pastor Silas Malafaia e o deputado federal Marco Feliciano (PL-SP), que também atua como líder religioso, cobraram o senador e presidente da Comissão de Constituição Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), para a realização da sabatina do ex-ministro da Advocacia-Geral da União, André Mendonça.

Mendonça foi indicado ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) , após o ex-ministro  Marco Aurélio Mello se aposentar do cargo, em julho deste ano.

Em vídeos publicados nas redes sociais, os religiosos criticaram Alcolumbre pela demora para marcar uma data e pautar a indicação de Mendonça ao Supremo. Na gravação, também foram feitas críticas ao ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira, e ao líder do governo no Senado Federal, Fernando Bezerra (MDB-PE).

"Estou aqui com um nó entalado na minha garganta de tanta indignação. O presidente da CCJ vem procrastinando, adiando, empurrando para sabe Deus quando fazer a sabatina do doutor André Mendonça, que foi indicado ao STF pelo presidente Jair Bolsonaro, na vaga do terrivelmente evangélico", disse Feliciano.

O pastor bolsonarista afirmou que a "esmagadora maioria" dos líderes evangélicos brasileiros apoiam o ingresso de Mendonça no Supremo. "Em não sendo o nome do doutor André Mendonça aprovada, a palavra do presidente não perde eficácia. A promessa não acaba, pois a cadeira continuará pertencendo a um 'terrivelmente evangélico'".

A fala de Feliciano faz referência à  declaração dada por Bolsonaro em maio deste ano, quando disse que indicaria alguém "terrivelmente evangélico" à vaga no STF.

"Cuidado com o que estão fazendo porque nós evangélicos não somos palhaços", concluiu o deputado.

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Já Silas Malafaia, também apoiador do presidente, chamou de "safadeza" o atraso para pautar a sabatina de Mendonça. "Estou há 90 dias calado vendo a safadeza contra a indicação de André Mendonça ao STF. Nunca aconteceu isso na história do Brasil com um indicado do presidente da República. Isso tudo capitaneado pelo inescrupuloso senador Davi Alcolumbre", disse.

Indicação de Mendonça

Davi Alcolumbre (DEM-AP)
Marcos Oliveira/Agência Senado
Davi Alcolumbre (DEM-AP)


Na última quarta-feira (6), Alcolumbre justificou a demora para marcar a data da sabatina do ex-advogado-geral da União . O senador afirmou que o processo não é "anormal" e que o poder de veto do Senado ao nome do indicado também se dá "mediante a não-deliberação, enquanto manifestação política de que não há consenso na indicação e na sua aprovação".

Além dos membros da base religiosa do governo Bolsonaro, Alcolumbre vem sendo pressionado por integrantes do Senado . No último dia 21, o ministro Ricardo Lewandowski, determinou que o presidente da CCJ prestasse as informações sobre a sabatina.

Segundo a CNN Brasil , no entanto, Alcolumbre agora conta com apoio de importantes alas do MDB e já disse que pretende postergar a sabatina ao máximo . O procedimento é essencial para que os senadores avaliem a indicação feita pelo Palácio do Planalto e a aceitem ou rejeitem.

De acordo com a publicação, um grupo defende o procurador-geral da República, Augusto Aras, como alternativa.

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