Deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG)
Claudio Andrade/Câmara dos Deputados
Deputado federal Aécio Neves (PSDB-MG)

O deputado federal Aécio Neves disse que o PSDB corre o risco de se tornar um “partido nanico” e “isolado” com a candidatura do governador de São Paulo João Doria à Presidência da República para as eleições de 2022. 

"A candidatura do Doria atende única e exclusivamente a um projeto local de São Paulo, dando a ele uma posição nessa eleição, mas é um preço muito alto", afirmou o parlamentar em entrevista à  Veja .

O ex-presidente nacional da sigla disse que Doria desconhece um sentimento "muito forte na política", o instinto de sobrevivência. De acordo com ele, uma eventual vitória na disputa interna do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, vai permitir o surgimento de uma terceira via com "musculatura" e potencial para derrotar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em um possível cenário para 2022.

Na ocasião, Aécio disse que as prévias marcadas para novembro serão decisivas para o futuro do partido , já que será o momento em que os integrantes decidirão o nome que vão lançar para a disputa da Presidência. "Como eu acho que só cabe uma terceira via, é o Eduardo, sem dúvida alguma. É ele quem tem maior capacidade de agregar forças, tanto internas quanto externas", defendeu.

O deputado afirmou, ainda, que vê o partido "caminhando para tomar decisão a favor" de Leite, por ele ser mais "conciliatório" que Doria.

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No último dia 1º, o líder do PSDB na Câmara Municipal de São Paulo, vereador Xexéu Tripoli, declarou nesta sexta-feira apoio ao governador gaúcho .

Apesar de o diretório paulista ter formalizado apoio a Doria, os ex-presidentes do partido no estado Pedro Tobias e Antonio Carlos Panunnzio também declaram voto em Leite. Os dois são aliados do ex-governador Geraldo Alckmin. Paulo Serra, prefeito de Santo André, município do ABC paulista, é outro nome do PSDB local que defende a escolha do gaúcho.

A disputa das prévias está acirrada. Sete estados (MG, RS, PR, BA, CE, AL e AP) declaram apoio a Leite e cinco diretórios fecharam com Doria (SP, PA, DF, AC e TO).

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