Senador da República, Jean Paul Prates
Jefferson Rudy/ Agência Senado
Senador da República, Jean Paul Prates


O senador Jean Paul Prates (PT-RN) repetiu a comparação já feita por outros parlamentares entre os procedimentos realizados na Prevent Senior e o nazismo que caçou, torturou e matou judeus na Europa. A operadora de saúde é alvo da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pandemia por disseminar o kit Covid, composto por remédios sem eficácia contra a doençapor ocultar registros de morte por Covid-19 em seus hospitais e outras irregularidades.


"Eu vi o senhor Tadeu agora na situação de fraqueza que o consumidor e o paciente tem diante de estruturas como essa. Quase foi assassinado por esse plano de saúde e acabou aqui quase elogiando o plano", declarou Prates durante a oitiva realizada nesta quinta-feira (7), acrescentando que o paciente relatou ainda depender da empresa. 


"Ou seja, essas pessoas nazistas estão operando agora nesse momento. Eles estão lá, fazendo sabe-se lá o que, talvez com menos veemência, virulência, mas estão lá dentro operando um plano que não conseguimos ainda exterminar", sugeriu o senador. Ao fazer tal comparação, ele ressaltou conhecer de perto os efeitos do nazismo, já que sua mãe, de origem francesa, veio para o Brasil justamente para fugir do regime.

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Cliente da Prevent Senior, Tadeu Andrade, e o ex-médico da operadora, Walter Neto
Leopoldo Silva/ Agência Senado
Cliente da Prevent Senior, Tadeu Andrade, e o ex-médico da operadora, Walter Neto



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O paciente a que ele se referiu é o advogado Tadeu Andrade, que depõe na CPI hoje. Aos parlamentares, o homem revelou que a operadora pretendia tratá-lo com "cuidados paliativos", recomendado quando o quadro de saúde do paciente já não tem mais reversão, e que os profissionais chegaram a informá-lo que ele teria apenas poucos dias de vida. Além disso, o advogado contou que a operadora entregou em sua casa um "kit Covid".


Seus relatos dialogam com as denúncias feitas por ex-médicos da operadora de saúde. Um deles é  Walter Correa de Souza Neto, que depôs hoje ao lado de Andrade. O profissional frisou que "poucos se atreviam a não prescrever o kit", pois quem se recusasse seria demitido.

Diante dos relatos feitos por Andrade e por Neto, o senador Fabiano Contarato (Rede-ES) classificou o tratamento recebido pelo paciente como tentativa de homicídio. "Um hospital chegar ao ponto de determinar prazo de permanência na UTI e depois deixar esses pacientes à propria sorte com tratamento paliativo... Isso é crime de homicídio qualificado com recurso que dificulta ou torna impossível a defesa da vítima", acusou. O político, que já foi delegado, ressaltou que se trata de um crime hediondo.


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