Jair Bolsonaro e Luís Roberto Barroso
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Jair Bolsonaro e Luís Roberto Barroso

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso , afirmou nesta quarta-feira que divergências na democracia devem ser absorvidas de maneira institucional e civilizada. Em discurso publicado nas suas redes sociais em alusão ao Dia da Democracia, Barroso, que também é presidente do Tribunal Superior Eleitoral reafirmou que a democracia se encontra sob ataque do "populismo, extremismo e autoritarismo".

O discurso de Barroso ocorre em meio ao armistício entre o presidente Jair Bolsonaro e o Judiciário após semanas de  ataques recorrentes aos ministros do Supremo, particularmente Alexandre de Moraes.

"A democracia é considerada o melhor regime de governo, mas não necessariamente o mais fácil. Porque democracia envolve pluralismo, que é diversidade de visões de mundo, e consequentemente respeito às visões contrárias. Não é o regime do consenso. Mas aquele em que a divergência é absorvida de maneira institucional e civilizada", disse Barroso.

Barroso e Bolsonaro entraram em rota de conflito no momento em que o presidente pressionou pela adoção do voto impresso nas eleições de 2022proposta sempre rechaçada pelo presidente do TSE.

Na ocasião, o ministro do Supremo já havia dito que a democracia estava sendo atacada, nos dias de hoje, pelo "populismo, extremismo e autoritarismo".

No seu discurso, Barroso valorizou a democracia como o sistema de governo mais bem-sucedido no mundo , superando durante o século XX o comunismo, o fascismo, o nazismo e o fundamentalismo religioso.

"No mundo de hoje, ela se encontra sob ataque em razão de disfunções como o populismo, o extremismo e o autoritarismo. Sua preservação depende de instituições fortes, sociedade civil mobilizada e imprensa livre. A democracia depende de cada um de nós", afirmou.

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