Renan Bolsonaro e Marcelo Luiz Nogueira de Santos
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Renan Bolsonaro e Marcelo Luiz Nogueira de Santos

Há pouco mais de dois meses, o filho mais novo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) com a advogada Ana Cristina Valle, Jair Renan Bolsonaro, publicou uma homenagem nas redes sociais a Marcelo Luiz Nogueira de Santos, ex-assessor do então deputado estadual do Rio de Janeiro Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ). Na última quinta-feira, 03, foi publicada reportagem do portal Metrópoles na qual  Marcelo denuncia a mãe de Renan em um esquema de corrupção, no qual entregava 80% do próprio salário de R$ 7.326 que recebia para a advogada, na época ainda casada o presidente.

Na publicação, Renan Bolsonaro diz que Marcelo é um amigo e que ele o “ensinou muito, especialmente a como me tornar uma boa pessoa”. O post era em função do aniversário de Marcelo. Segundo a reportagem do Metrópoles, o ex-funcionário trabalhou para a família Bolsonaro por 14 anos.

“Marcelo, ao longo desses anos todos, você tem sido um grande amigo para mim. Você me ensinou muito, especialmente a como me tornar uma boa pessoa. Sua empatia e seu carinho são contagiantes, e eu serei eternamente grato a Deus por tê-lo colocado em nosso caminho. Que neste aniversário seu coração possa transbordar com o dobro da felicidade que você trouxe para nossa família! Obrigado por tudo! Parabéns! Felicidades…”, publicou o filho do presidente Jair Bolsonaro. Confira:

Publicação feita por Renan Bolsonaro
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Publicação feita por Renan Bolsonaro

Marcelo Nogueira é o segundo ex-assessor de Flávio Bolsonaro, hoje senador da República, que revela a devolução de salários, em esquema de rachadinha. Em novembro de 2020, Luiza Souza afirmou ao Ministério Público do Rio que era obrigada a devolver mais de 90% do que recebia trabalhando para o filho mais velho do presidente. Luiza chegou a apresentar extratos bancários para comprovar que, entre 2011 e 2017, repassou R$ 160 mil para Fabrício Queiroz, que é outro alvo da denúncia dos promotores que atinge Flávio.

Flávio Bolsonaro é acusado de operar um esquema de “rachadinha” e foi denunciado pelo Ministério Público do Rio (MP-RJ) por organização criminosa, peculato, lavagem de dinheiro e apropriação indébita. Ana Cristina, por sua vez, é investigada por um suposto esquema de funcionários fantasmas e “rachadinha” na época em que foi chefe de gabinete do vereador do Rio Carlos Bolsonaro (Republicanos).

- Com informações do jornal O Globo.

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