Para Arthur Lira, o semipresidencialismo resolveria as 'instabulidades políticas' vividas pelo Brasil nos últimos anos
Reprodução: iG Minas Gerais
Para Arthur Lira, o semipresidencialismo resolveria as 'instabulidades políticas' vividas pelo Brasil nos últimos anos

Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados, foi duramente criticado por líderes da oposição ao propor uma discussão a respeito da implementação do semipresidencialismo ou parlamentarismo no Brasil a partir das eleições de 2026 . As informações são da jornalista Camila Mattoso.

Em entrevista à CNN Brasil - canal pago de televisão-, Lira alegou que a mudança tratia estabilidade ao país.

Alessandro Molon (PSB-RJ), líder da oposição e que recentemente se encontrou com Lula (PT) para formar uma frente contra Bolsonaro , não concordou com a ideia e lembrou que "o povo já decidiu pelo presidencialismo no plebiscito de 1993. Não faz sentido tirar dos brasileiros uma decisão que a Constituição de 1988 colocou nas mãos do povo."

O parlamentar argumentou que a implementação de um novo sistema político, sem a participação popular através de um novo plebiscito , meses antes de uma eleição, "é, no mínimo, casuísmo".

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"Não me parece que seja o momento para se discutir isso. Antes a gente precisa sair da Idade Média em que estamos. Vamos superar as trevas atuais, garantir a democracia. Depois podemos debater o tema", finaliza Molon.

Já o líder do Partido dos Trabalhadores, Bohn Gass (RS), alega que a instabilidade ocorre quando Dilma Rousseff é tirada do poder sob argumento de 'crime de responsabilidade', quando Jair Bolsonaro já incorreu em vários outros e segue no poder.


"A anormalidade e a insegurança política foram provocadas justamente por aqueles que, quando não havia crime, criaram instabilidade. Agora que há crime, não querem levar adiante. O problema não é mudar de regime. O problema é, no regime que existe, cumprir o que está na lei. Não fazer isso que é gerar instabilidade", justifica Gass.

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