Marcellus Campêlo na CPI da Covid
Divulgação/Agência Senado/Edilson Rodrigues
Marcellus Campêlo na CPI da Covid


O senador Otto Alencar (PSD-BA) criticou o  ex-secretário de Saúde do Amazonas Marcellus Campelo, que depõe na CPI da Covid nesta terça-feira (15), e o acusou de ser “cúmplice da tragédia” do colapso na área da saúde no estado no início deste ano.

Além de Marcellus , o ex-ministro da saúde Eduardo Pazuello foi alvo das críticas do senador, e apontado também como um dos responsáveis pela crise sanitária de Manaus , primeiro estado a vivenciar a segunda onda da Covid-19 no Brasil:

“Tenho convicção desse caso de Manaus, com o Ministério da Saúde, foi o pecado original. Sentado na cadeira de ministro da saúde um general que sequer sabia o que era o SUS, desconhecia a doença”, declara Otto. 
“Sentado na cadeira de secretário de saúde um engenheiro, que não tinha experiencia absolutamente nenhuma em medicina sanitária, epidemiológica, eu acho que esse casamento deu a tragédia em manaus, duas pessoas sem competência absolutamente nenhuma nesse setor para tratar de uma doença nova, gravíssima, letal”, completa o senador, criticando Marcellus.

O senador questionou o ex-secretário a respeito de quantos leitos de UTI são necessários pelo mínimo em um estado, que se limitou a dizer que Manaus tinha “muito menos do que o necessário”, sem a resposta objetiva, Otto Alencar voltou a criticar-lo.

“É doloroso para qualquer pessoa, que tem o mínimo de humanismo, que acredita na ciência e tem a sensibilidade humanitária para não aceitar isso sem ser com muita veemência pelo ato do senhor, incompetente, cuidou da saúde do povo de manaus e o deixou morrer a míngua, de ser enterrado na vala comum. Manaus disponibilizou 1 terço dos leitos de UTI que precisava, e tinha dinheiro no caixa. (...)  Se tivesse um governador responsável não aconteceria essa tragedia de Manaus que o Sr. é um cúmplice”, diz o parlamentar,  que reafirma que Campelo, que chegou a ser preso temporariamente, “é muito culpado por isso (colapso da saúde), pode ter certeza absoluta”.

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