Prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes
Fernando Frazão/Agência Brasil
Prefeito do Rio de Janeiro Eduardo Paes

O prefeito do Rio,  Eduardo Paes , assinou a sua filiação ao  PSD  nesta quarta-feira em evento na sede do partido em Brasília. Acompanhado das principais lideranças do partido, incluindo o presidente da CPI da Covid, Omar Aziz, Paes disse que sua principal missão no partido será construir a candidatura do atual  presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz.

Santa Cruz não assumiu a candidatura porque ainda preside a OAB. Segundo ele, foi ao evento como “advogado e amigo”. Sua filiação ao partido, entretanto, é dada como certa pelas principais lideranças da sigla, e deve ocorrer assim que ele se desincompatibilizar do cargo na ordem.

"A gente precisa de um nome com retidão e capacidade de articular isso. Minha primeira missão no PSD, além de ajudar o projeto nacional do PSD, é colocar o nome do Felipe Santa Cruz. Vou trabalhar muito na construção dessa candidatura", afirmou Paes.

Questionado, Santa Cruz afirmou que estava feliz pela filiação de Paes como “admirador e eleitor”. Segundo ele, a principal missão seria a formação de uma frente em defesa do Rio. O presidente da OAB, entretanto, disse que é “um advogado e pretende ser o advogado da população do Rio”.

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"E vocês ainda têm dúvidas que ele é candidato? — provocou Paes logo após a resposta de Santa Cruz."

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Além de Santa Cruz, Paes deve levar ao partido outros nomes como Pedro Paulo e Marcelo Calero.  O deputado federal Rodrigo Maia é outro nome que negocia com o PSD, mas ainda avalia outras possibilidades de filiação.

"Ele (Rodrigo Maia) vai vir com a gente, sim. Ele está fazendo as conversas dele aqui, tem uma projeção nacional, mas é um querido companheiro e a razão original da minha saída (do Democratas)", disse Paes.

Em seu discurso, o prefeito criticou a política do ódio que, segundo ele, foi refletida nas eleições de 2018, vencida pelo presidente Jair Bolsonaro, e defendeu a adoção de uma terceira via que valorize a construção de consensos entre forças políticas antagônicas. O PSD já definiu que deve lançar um candidato próprio à Presidência, mas ainda não definiu o nome.

"O PSD é um partido que está aberto ao diálogo. Eu me sinto confortável para conversar com as diferentes frentes políticas e acho que a gente tem todas as possibilidades de construir uma transformação para um estado que vive uma situação terminal. O epicentro da crise econômica, política e ética do Brasil foi no estado do Rio", disse.

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