Senador Renan Calheiros (MDB-AL)
Edilson Rodrigues/Agência Senado
Senador Renan Calheiros (MDB-AL)

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) disse nesta sexta-feira (7) que nenhum chefe de estado foi tão contra a vacina quanto o presidente da República, Jair Bolsonaro. A crítica foi feita pelo relator da CPI da Covid em entrevista ao podcast "A Malu tá ON", do O Globo.

"Nós não temos em nenhum outro país um chefe de governo, ou chefe de Estado, que ficou tão contra a vacina como o presidente da República do Brasil. Nós temos isso catalogado na linha do tempo, em frases que apavoraram o mundo."

"Isso é estilo próprio do presidente da República, mas assim, ele não faria um depoimento daquele, repetindo depoimentos catastróficos que tem feito ao longo dessa pandemia se nos ouvisse. No mínimo ele ouviria uma palavra, um apelo de bom senso, de calma", continuou.

Calheiros não poupou críticas a Bolsonaro , mas, perguntado sobre o destino do presidente ao final da CPI, o senador garantiu isenção.

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"O impedimento do presidente será - ou não - uma consequência da própria investigação. Não é a CPI que vai pedir", disse. 

Relação com Lula

Lula em visita a Renan Calheiros em hospitall
IG - Último Segundo
Lula em visita a Renan Calheiros em hospitall

Sobre sua relação com o ex-presidente petista , que deve ser o principal adversário de Bolsonaro na disputa pela presidência em 2022, Calheiros disse que existe apenas respeito.

"Quando estive doente no ano passado o Lula me visitou, mas como o Lula, muitos fizeram isso. Não tem absolutamente nada de especial na minha relação com ele. É uma relação normal. Eu o respeito muito e ele me respeita muito também. Eu acho que a política tem que ser assim."

O político, que já se referiu a Moro de forma crítica na abertura da CPI da Covid, defendeu a responsabilização do juíz que extrapolou "limites da Constituição".

"Eu acho que ele tem que ser responsabilizado na forma da lei, se o STF entender que ele tem que ser preso ele tem que ser preso sim. São vários crimes. Ele é consequência de um projeto político. Extrapolaram em todos os momentos os limites da Constituição. Depois do Moro não dá mais no Brasil para um juiz cuidar da instrução, da investigação e julgar."

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