Rodrigo Maia (DEM-RJ),, ex-presidente da Câmara
Michel Jesus/Câmara dos Deputados
Rodrigo Maia (DEM-RJ),, ex-presidente da Câmara

O ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) criticou nesta quarta-feira (10) o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e disse que, ao defender as vacinas contra a Covid-19 , o governo mudou o discurso pensando nas eleições de 2022.

O deputado lembrou do total de mortes já registradas no Brasil desde de o início da pandemia e que o governo também já recomendou o uso da cloroquina mesmo sem comprovação de sua eficácia contra o novo coronavírus (Sars-CoV-2).

"São mais de 268 mil vidas perdidas pelo negacionismo. O governo agora muda o discurso, depois de defender o uso da cloroquina mesmo sem comprovação. E não faz isso neste momento porque se importa com a vida dos brasileiros, mas obviamente por conta das eleições de 2022. Sentiu", escreveu Maia em publicação no Twitter.

Após o comentário, o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) replicou a publicação do ex-presidente da Câmara e ainda rebateu as acusações. "Tratamento precoce e vacina são totalmente complementares. Pena que usa sua inteligência para o mal, para atrasar o Brasil e para articular impeachment do Presidente Bolsonaro, democraticamente eleito", afirmou o filho de Bolsonaro.

O recuo de Bolsonaro em relação às vacinas tem sido atribuído ao fato de Lula ter recuperado seus direitos políticos depois que o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), anular todas as condenações do petista no âmbito da Operação Lava Jato . Lula é tido como um dos potenciais adversários de Bolsonaro em 2022.

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