Bolsonaro e ministro das relações exteriores, Ernesto Araujo
Valter Campanato/ABr
Bolsonaro e ministro das relações exteriores, Ernesto Araujo


ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo concedeu entrevista coletiva nesta terça (2) no Itamaraty, em Brasília, e criticou aqueles “que criam imagens distorcidas” do Brasil.

Próximo do ex-presidente americano, Donald Trump , e criticado por conta deste “alinhamento automático", Ernesto declarou que apesar da mudança de governo, com a chegada do democrata Joe Biden, o país criou uma “estrutura de confiança” com os Estados Unidos:

Nosso diálogo com a administração Biden começou extremamente bem. Fico feliz quando vejo que o novo governo americano está olhando a realidade, e não a narrativa distorcida daqueles que têm interesses concretos que não haja uma aproximação Brasil-Estados Unidos, que são aqueles partidários do atraso”, afirma.

Apesar de demonstrar uma postura mais pautada nos temas comerciais ao invés de focar em pautas conservadoras e acusações contra a China, como fez durante o último ano, o chanceler fez críticas à imprensa e a outras instituições.

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Ao criticar a forma que a imprensa trata sua gestão a frente ao Ministério das relações , disse que isso prejudica os interesses comerciais do país:

“Por exemplo: nosso saldo comercial cresceu nos últimos 2 anos, nos anos que estamos aqui. Temos um resultado de balança comercial que atingiu US$ 50 bilhões de saldo (no ano passado), mesmo com a pandemia”.

Ernesto Araújo também criticou um seminário organizado pela universidade de Harvard chamado de “Brazil Conference”, onde palestrantes citaram um risco a democracia no Brasil, e um movimento feito por academicos e ex-ministros que pede que o governo Biden cancele tratados comerciais:

 “O que nós temos é, infelizmente, uma espécie de um esforço de algumas correntes políticas no Brasil de criar uma má imagem do Brasil no exterior”.


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