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Reprodução
Bruno Covas, Jair Bolsonaro e João Doria


O prefeito reeleito Bruno Covas (PSDB)  telefonou na segunda-feira (30) para o presidente Jair Bolsonaro. O gesto foi uma proposta de trégua política depois de uma campanha em que Bolsonaro saiu derrotado em São Paulo.


A conversa com o presidente foi de apenas alguns minutos e protocolar. Bolsonaro parabenizou Covas pela vitória, e o tucano demonstrou interesse em estabelecer uma relação republicana com o presidente.

A cidade de São Paulo depende de recursos federais. Em 2021, que se anuncia ainda mais difícil para os cofres públicos do país por causa da crise econômica gerada pela pandemia do novo coronavírus, uma parceria com o governo federal se torna ainda mais fundamental para o governo Covas.

Na segunda-feira (30) o prefeito eleito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes , também telefonou para Bolsonaro. Paes combinou uma ida a Brasília "já", sem data ainda marcada. Também houve espaço para uma brincadeira: "Disse que já podia ter livrado ele do Wilson Witzel (governador afastado e alvo de impeachment), se ele não tivesse errado. Mas que ele votou errado de novo, mas eu livrei ele do pior prefeito da história da vida dele e do Rio", relatou Paes ao GLOBO.

Covas evitou durante toda a eleição fulanizar o embate contra o que ele chamou de " radicalismo ". Embora a crítica tivesse remetentes certos, a esquerda e o bolsonarismo, foram poucas as vezes em que o candidato de PSDB mencionou Bolsonaro.

O telefonema desta segunda-feira de Covas também indica que ele não deverá seguir a cartilha de seu aliado, o governador João Doria (PSDB) . Potencial candidato ao Planalto em 2022, Doria entrou numa disputa com Bolsonaro que tem extrapolado os limites da política e contaminado decisões de governo de ambos os lados.

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