Covas
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Bruno Covas tenta ser primeiro prefeito 'não-paulistano' eleito desde 1996

Nesta semana, os candidatos Bruno Covas, do PSDB, e Guilherme Boulos, do PSOL, deram início ao segundo turno das eleições para a Prefeitura de São Paulo . Favorito segundo as pesquisas de intenção de voto realizadas antes do 1° turno, o tucano pode pôr fim, se eleito, a uma coincidência que une os últimos cinco escolhidos pela população para comandar a cidade: todos eram paulistanos.

Nascido em Santos, cidade localizada no litoral paulista, Covas não era o único dos participantes "forasteiros" no pleito em São Paulo . Inclusive, o número de candidatos não-paulistanos era maior: ao todo, oito dos nomes escolhidos pelos partidos eram de outros municípios. Além de Boulos, apenas Andrea Matarazzo (PSD), Celso Russomanno (Republicanos), Arthur do Val (Patriota) e Marina Helou (REDE) são nascidos na cidade.

Agora, o candidato do PSDB tenta atingir o mesmo objetivo alcançado pelo carioca Celso Pitta em 1996, quando o então "afilhado" de Paulo Maluf no PPB derrotou a ex-prefeita Luiza Erundina, atual vice na chapa de Boulos, no segundo turno e se tornou o 47° prefeito de São Paulo.

Desde então, foram cinco mandatos com prefeitos paulistanos : Marta Suplicy (2001 - 2004), José Serra (2005 - 2008), Gilberto Kassab (2009 - 2012), Fernando Haddad (2013 - 2016) e João Doria (2017 - 2018). Vale ressaltar que o atual governador de São Paulo ficou apenas dois anos na Prefeitura, de onde saiu exatamente para concorrer ao governo do estado, dando espaço para o vice Covas assumir.

Além da coincidência da cidade de origem, um segundo ponto também chama atenção na análise sobre as gestões anteriores na cidade: apenas um prefeito conseguiu se manter no cargo após um primeiro mandato, e em um cenário bastante parecido com o enfrentado por Covas em 2020.

Em 2006, Gilberto Kassab assumiu o posto após a saída de José Serra para a disputa do cargo de governador de São Paulo. Dois anos depois, foi o candidato do DEM na disputa e venceu a ex-prefeita Martha Suplicy, garantindo assim mais quatro anos de mandato. Porém, em 2012, não tentou a reeleição por conta dos baixos índices de aprovação junto à população.

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