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Fabiano Rocha / Agência O Globo
Marcelo Crivella, prefeito do Rio de Janeiro (Republicanos)


Está marcado para às 11h desta sexta-feira (4) os depoimentos de Margarett Rose Nunes Leite Cabral, chefe de gabinete do prefeito Marcelo Crivella (Republicanos), e de Ailton Cardoso da Silva, secretário especial da prefeitura à polícia. A Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco) deseja saber qual é a hierarquia do esquema dos guardiões do Crivella .


A Draco conduz as investigações sobre as ações do grupo "Guardiões do Crivella". A chefe de gabinete de Crivella, Margarett, é considerada a superior de Marcos Luciano, operador do esquema e assessor especial do gabinete. A prefeitura alega que ela foi inserida em diversas grupos sem que tenha ingerência sobre eles. 

"A simples análise do que foi exibido já permite que a gente conclua a existência de três crimes: o atentado à segurança do serviço de utilidade pública, no caso, a imprensa; a associação criminosa, tendo em vista que eles se organizaram para impedir o livre exercício do jornalista ; e a advocacia administrativa, considerando que eram agentes públicos exercendo uma função que não era de interesse público", diz a Draco.

Mariana Angélica Toledo Gonçalves é outro nome que surgiu no esquema e que é acusada de ser o braço direito de Marcos Luciano. Testemunhas declaram ao G1  que tinham medo das ameças que a dupla fazia. Segundo o delegado do caso, o envolvimento em grupos de Whatsapp não configura crime.

A polícia concluiu que o esquema era orquestrado a partir do gabinete do prefeito Marcelo Crivella, após ouvir o depoimento de Marcos Luciano.

"Agora vamos avançar. Com todo esse conteúdo que foi apreendido -- notebooks, tablets e celulares --, vamos saber se ele era mesmo o líder ou se havia alguém acima dele. Para isso, vamos intimar a Chefia de Gabinete até sexta-feira (4). Queremos saber quais as funções desses agentes comissionados lotados ali".

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