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Rhavinne Vaz/ Prefeitura do Rio
Prefeito do Rio de Janeiro Marcelo Crivella

Policiais civis da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) realizam, na tarde desta terça-feira, a Operação Freedom para cumprir nove mandados de busca e apreensão contra servidores que faziam parte do grupo  "Guardiões do Crivella".

Os funcionários eram pagos para atacar jornalistas, pacientes e parentes que faziam reclamações sobre a rede municipal de saúde. A denúncia foi divulgada pelo "RJTV", da TV Globo, na noite de segunda-feira.

O grupo será investigado pelos crimes de atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública, associação criminosa e advocacia administrativa. Somadas, as penas podem chegar a nove anos de reclusão. Os mandados foram expedidos pelo juízo do plantão noturno do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ).

Segundo o delegado William Pena, titular da DRACO, três dos investigados vão prestar depoimento na especilizada ainda nesta terça-feira e os demais serão convocados durante a semana.

"Iremos investigar isso de uma forma muito detalhada. Se no decorrer da investigação surgir algum cometimento de crime por parte do prefeito isso será enviado para Coordenadoria de Agentes com Foro da Polícia Civil, que atua em parceria com o GAOCRIM, do MPRJ. e lá vão dar prosseguimento ao que se refere ao Prefeito. Aqui na parte da DRACO, todos os servidores público envolvidos nesse esquema criminoso serão investigados e punidos", afirmou em entrevista ao "RJTV".

Apontado como chefe do grupo dos guardiões, o assessor especial da prefeitura, Marcos Luciano, esteve na delegacia. Mais cedo, em entrevista ao GLOBO, Luciano disse "não tenho nada a esconder" e acrescentou que seria apenas "um servidor servindo a cidade".

MPRJ instaura procedimento criminal

O Ministério Público do Estado do Rio (MPRJ) instaurou, na manhã desta terça-feira, um procedimento preparatório criminal para investigar a suposta prática de crimes que teriam sido cometidos pelo  prefeito Marcelo Crivella pela criação do grupo 'Guardiões de Crivella'.

A investigação ficará a cargo da Subprocuradoria-Geral de Justiça de Assuntos Criminais e de Direitos Humanos, com apoio do Grupo de Atribuição Originária Criminal da Procuradoria-Geral de Justiça, ambos do MPRJ.

Além do crime de associação criminosa, previsto no artigo 288 do Código Penal, os investigadores da subprocuradoria vão avaliar a prática da conduta criminosa do artigo 1º, inciso II do decreto lei 201/67, que dispõe sobre a responsabilidade de prefeitos.

Também será analisada a conduta dos servidores públicos que atuaram no grupo. Segundo especialista ouvido pelo GLOBO, o prefeito pode responder também por crime de improbidade administrativa.

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