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Reprodução/CNN/17/7/2020
Bolsonaro em isolamento devido à Covi-19 no Palácio da Alvorada na quarta-feira (15/7/2020)


O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) ficou irrtiado com o modo como os deputados do PSL ligados ao governo votaram a pauta do Fundeb, dando a entender que o governo foi derrotado nesta votação . O jornal Folha de S.Paulo revelou que o presidente aumentar o poder do centrão no Executivo, por isso deve nomear um novo líder do governo na Câmara dos Deputados, que substituirá o Major Vitor Hugo (PSL-GO), que deve assumir uma autarquia federal.


Vitor Hugo é visto por membros do governo como inábil para lidar com articulação política. E, conforme divulgou a reportagem da Folha, assessores palacianos confirmam a frustração do presidente em relação aos deputados do PSL que votaram contra o Fundeb, por isso deve tomar novos rumos na articulação política, dando mais espaço ao centrão.

A ideia do governo em relação o Fundeb era desidratar o texto e adiar a vigência para 2022. Já sabendo das altas chances de ser derrotado, Bolsonaro recuou e passou a apoiar a proposta. A votação contra o texto por parte dos seus aliados desagradou o presidente, que viu na situação uma brecha para ser identificado como frágil na articulação política e derrotado nesta pauta.

"Seis ou sete votaram contra. Se votaram contra, eles devem ter os seus motivos. Só perguntar para eles por que votaram contra. Agora, alguns dizem que a minha bancada votou contra. A minha bancada não tem seis ou sete, não. A minha bancada é bem maior do que essa aí", disse Bolsonaro na quarta-feira (22), em frente ao Palácio da Alvorado. 

Bia Kicis foi uma das deputadas do PSL que sofreu a retaliação do governo, com a perda do posto de vice-líder.  O descontentamento do presidente com o PSL faz o deputado Ricardo Barros (PP-PR) ser avaliado para assumir o cargo de vice-líder, com o intuito de repetir o modelo do Senado, onde o governo é liderado elo MDB, também do centrão.

O centrão ganha espaço e pode assumir, até mesmo, a pasta da Saúde. Pazuello deve comando o Ministério até outubro, quando o governo prevê um arrefecimento da crise, e um político de atuação semelhante a do general deve assumir a pasta.

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