jilmar tatto
Alex Ferreira / Câmara dos Deputados
Jilmar Tatto é pré-candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) à Prefeitura de São Paulo

O ex-deputado federal  Jilmar Tatto é o pré-candidato do Partido dos Trabalhadores (PT) para a Prefeitura de São Paulo e tem entre as prioridades de gestão a tarifa zero, a transparência dos dados públicos e políticas sociais que reduzam as desigualdades sociais. Parte do possível plano eleitoral foi discutido na live que o portal iG sobre as eleições municipais. Amanhã, às 11h, o entrevistado será o pré-candidato Arthur Do Val

Tatto fez críticas à gestão de João Doria e Bruno Covas diante da pandemia da Covid-19 e disse que São Paulo tem orçamento suficiente para amparar a população vulnerável, mas que o governo estadual “traiu” a população antes mesmo da pandemia. “A gente sente e percebe até pelo aumento da desigualdade e pela fragilidade do governo Dória que traiu a população de São Paulo tirando benefício de estudantes, mostra que a cidade é outra, o pensamento da população é outra e temos uma expectativa muito grande de ganharmos os votos na cidade de São Paulo. 

Questionado sobre a possibilidade das divergências políticas com o governo federal e estadual influenciarem no desenvolvimento de São Paulo caso seja eleito, Tatto disse que deseja uma “convivência saudável”. “A cidade de São Paulo vai ter o que é dela: de convênio e política. Acho que vai ter menos bate-cabeça do que agora”, e complementou: “Eu quero ser prefeito para criar uma rede de proteção social para a cidade. Instituir a renda básica cidadã, que o prefeito poderia fazer agora”. 

O pré-candidato petista disse que há um caixa de R$ 18 bilhões que poderia ser utilizado para a população, mas que segue guardado. “Veja, nós estamos em período de guerra. Não é tempo de diminuir o papel da prefeitura que era para sair fortalecida. Porque se não tivesse sistema único de saúde, profissionais da funerária que querem privatizar. Os motoristas dessas ambulâncias de transporte. O momento agora não é de privatizar. Por eles, privatizam o samu. Estão querendo privatizar o Ibirapuera ”.

A redução progressiva de tarifa do transporte público até que ela seja zerada está entre as propostas do petista para a capital paulista. Criar uma frente de produção cultural com o esporte, lazer e educação para produzir cultura, oferecendo aos jovens da periferia internet universal tenham uma “janela” de acesso também está nos planos de Tatto .  “Como é que você não quer que eu critique uma prefeitura que tem 18 bilhões no banco e as pessoas morrendo na periferia? A crítica é sobre a falta de coordenação e  da insensibilidade por parte dos nossos governantes”.

Pandemia e flexibilização do isolamento

Jilmar Tatto salienta que não é averso à volta do comércio, mas não pensa que o modelo usado em São Paulo é o mais coerente sobre a flexibilização. “As pessoas estão saindo de casa porque não tem o que comer”, e diz que “o estado e a prefeitura têm que fazer a parte deles, em salvar vidas, para evitar que as pessoas se contaminem”.  O pré-candidato do PT disse ainda: “O Doria deve ter um calendário na sala de casa para ver quando chega 2022. E isso atrapalha a cabeça dele que não se preza para coordenar ações para a pandemia”, criticou. 

Ao falar sobre as coligações, Jilmar Tatto explicou durante a entrevista que o PT não descarta a possibilidade de ser cabeça de chapa em São Paulo. “O PT sempre foi um partido que fez alianças e tem um histórico de diálogo. PT tem uma capilaridade muito grande na periferia, com os sindicatos, movimentos sociais e tem muitos senadores e deputados. Se a gente não conseguir no primeiro turno, vamos para o segundo. O importante é derrotar quem está aí: Doria e Covas ”.

Sobre a Cracolândia e a população que vive em situação de rua, Tatto disse que “só quem não gosta de trabalhar com o povo dá canetada, ordem e manda a polícia espalhar”, em referência às ações do governador João Doria .

Em relação à zeladoria, Jilmar Tatto disse que quer desenvolver uma “ação agressiva e global” de reciclagem para aquecer a economia por meio da montagem de cooperativas. “Espero que na pós-pandemia o padrão de consumo das pessoas mude. A cidade precisa encontrar com ela mesma. O que significa dizer que você precisa criar mais parques, que a cidade ser permeável para evitar as enchentes. Que é preciso proteger mananciais, fazer mais corredores de ônibus. É essa nova cidade que vamos precisar fazer. E é evidente que a varrição e coleta está dentro disso. Cabe ao prefeito ser coordenador disso”, finalizou.

Assista ao vídeo completo da entrevista:



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